HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Um paciente de 26 anos é admitido com quadro de anafilaxia com edema de glote. Qual das medicações abaixo deve ser administrada imediatamente?
Anafilaxia com edema de glote → Epinefrina IM 0,3-0,5mg é a conduta imediata e salvadora.
A epinefrina intramuscular é a medicação de primeira linha e mais importante no tratamento da anafilaxia, especialmente com comprometimento das vias aéreas. Sua ação rápida de vasoconstrição e broncodilatação é crucial para reverter os sintomas graves. Outras medicações são adjuvantes.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, caracterizada por comprometimento de múltiplos sistemas orgânicos. A incidência tem aumentado globalmente, sendo crucial o reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores inflamatórios por mastócitos e basófilos, levando a broncoespasmo, vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de sintomas cutâneos, respiratórios, cardiovasculares e gastrointestinais após exposição a um alérgeno. A conduta inicial na anafilaxia é a administração de epinefrina (adrenalina) por via intramuscular na face anterolateral da coxa, na dose de 0,3-0,5 mg para adultos e 0,01 mg/kg (máx. 0,3 mg) para crianças. Esta medicação é a única capaz de reverter a broncoconstrição e a vasodilatação. Antihistamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes, mas não substituem a epinefrina. A monitorização do paciente e o suporte ventilatório e hemodinâmico são essenciais. O prognóstico é bom com tratamento rápido e adequado, mas atrasos podem levar a complicações graves e óbito.
A dose recomendada de epinefrina para anafilaxia em adultos é de 0,3 a 0,5 mg, administrada por via intramuscular na face anterolateral da coxa. Esta dose pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário.
A epinefrina intramuscular tem uma absorção rápida e segura, atingindo níveis plasmáticos terapêuticos eficazes. A via intravenosa é reservada para casos de choque refratário ou parada cardíaca, devido ao risco de arritmias e outros efeitos adversos graves, exigindo monitorização intensiva.
Sinais de anafilaxia grave incluem dificuldade respiratória (dispneia, sibilância, estridor, edema de glote), hipotensão, tontura, síncope e choque. A presença de qualquer um desses sinais indica a necessidade de tratamento imediato com epinefrina.
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