FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Uma mulher de 27 anos de idade foi admitida na observação devido à cefaleia bilateral, pulsátil, com fotofobia e náuseas, iniciada há uma hora, sem melhora com paracetamol via oral. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a prescrição mais adequada.
Enxaqueca aguda com falha analgésica → AINE + Triptano + Antiemético (Metoclopramida).
O tratamento da enxaqueca aguda envolve uma abordagem combinada. Para casos moderados a graves ou falha de analgésicos simples, a combinação de um anti-inflamatório não esteroide (AINE) como ibuprofeno, um triptano (sumatriptano) e um antiemético (metoclopramida) é eficaz para aliviar a dor, náuseas e outros sintomas associados.
A enxaqueca é uma condição neurológica crônica caracterizada por crises de cefaleia, frequentemente acompanhadas de sintomas autonômicos. É uma das causas mais comuns de incapacidade em adultos jovens, impactando significativamente a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar o sofrimento do paciente e prevenir a cronificação. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Headache Society (IHS). A fisiopatologia envolve a ativação do sistema trigeminal, liberação de neuropeptídeos e inflamação neurogênica. A suspeita deve surgir em pacientes com cefaleia pulsátil, unilateral, com fotofobia, fonofobia e náuseas, especialmente se houver histórico familiar. O tratamento da crise aguda visa aliviar a dor e os sintomas associados. Para casos leves a moderados, analgésicos simples ou AINEs podem ser suficientes. Em crises moderadas a graves ou com falha de tratamento inicial, a combinação de um AINE (como ibuprofeno), um triptano (como sumatriptano) e um antiemético (como metoclopramida) é a abordagem de escolha, oferecendo alívio rápido e eficaz.
A enxaqueca é caracterizada por cefaleia unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, agravada por atividade física, e associada a náuseas/vômitos e/ou fotofobia/fonofobia, com duração de 4 a 72 horas.
Os AINEs atuam na inflamação e dor, os triptanos são agonistas seletivos dos receptores de serotonina 5-HT1B/1D, causando vasoconstrição e inibição da liberação de neuropeptídeos, e os antieméticos controlam as náuseas e vômitos, além de poderem potencializar a absorção dos outros medicamentos.
Opioides são geralmente desaconselhados para o tratamento agudo da enxaqueca devido ao risco de cronificação da cefaleia por uso excessivo de medicação e efeitos colaterais, sendo reservados para casos refratários ou contraindicações a outras classes.
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