UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Mulher de 65 anos refere perda de 10kg nos últimos 3 meses. Queixa-se ainda de dispepsia e aumento do volume abdominal. A tomografia computadorizada de abdome revelou ascite e massa complexa em anexo esquerdo de 15 cm de diâmetro. O diagnóstico inicial foi de adenocarcinoma de ovário. Neste caso, a terapia usual envolve:
Adenocarcinoma de ovário avançado → Cirurgia citorredutora + Quimioterapia adjuvante (platina + taxano).
O tratamento do câncer de ovário, especialmente em estágios avançados com ascite e massa volumosa, envolve primariamente a cirurgia citorredutora para remover o máximo de tumor possível, seguida de quimioterapia adjuvante, geralmente com combinações de platina e taxano. A radioterapia tem papel limitado.
O adenocarcinoma de ovário é uma neoplasia ginecológica com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A epidemiologia mostra maior incidência em mulheres pós-menopausa, e a presença de ascite e massa anexial complexa em pacientes mais velhas deve levantar forte suspeita. O manejo adequado é crucial para o prognóstico. A fisiopatologia envolve a transformação maligna de células epiteliais ovarianas, com disseminação peritoneal precoce. O diagnóstico é feito por imagem (ultrassonografia, TC) e confirmado por biópsia, embora a cirurgia seja frequentemente diagnóstica e terapêutica. A suspeita clínica é vital, especialmente em pacientes com sintomas gastrointestinais e pélvicos persistentes. O tratamento padrão para o câncer de ovário avançado é a cirurgia citorredutora seguida de quimioterapia adjuvante, geralmente com um regime baseado em platina e taxano. O objetivo da cirurgia é a ressecção completa ou a citorredução ótima (doença residual < 1 cm). A radioterapia tem um papel limitado, reservada para casos específicos de metástases ou recidivas localizadas.
Os sintomas iniciais são inespecíficos, como dor abdominal, distensão, saciedade precoce e alterações urinárias. Em estágios avançados, pode haver ascite e perda de peso.
A cirurgia citorredutora é fundamental para remover o máximo de tecido tumoral possível, otimizando a resposta à quimioterapia e melhorando o prognóstico.
A quimioterapia adjuvante, geralmente com carboplatina e paclitaxel, é crucial para eliminar células tumorais residuais e tratar a doença microscópica, reduzindo o risco de recidiva.
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