AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Paciente masculino, 56 anos, vítima de politrauma, encontra-se em ventilação mecânica na UTI há 5 dias. Apresenta Glasgow 8, múltiplas fraturas costais e contusão pulmonar bilateral. A equipe prevê necessidade de ventilação mecânica por, no mínimo, 14 dias. Considerando as evidências atuais sobre traqueostomia em pacientes críticos, qual a conduta mais adequada?
TQT precoce (<7 dias) → ↓ Tempo de VM e ↓ Permanência na UTI, sem mudar mortalidade.
A traqueostomia precoce em pacientes com previsão de ventilação prolongada facilita o desmame, reduz a necessidade de sedação e diminui o tempo de internação em UTI.
A decisão pelo timing da traqueostomia deve ser individualizada, mas em pacientes com lesões neurológicas graves ou politrauma com necessidade prevista de suporte ventilatório superior a 14 dias, a intervenção precoce (até o 7º dia) é recomendada. Embora o impacto na mortalidade seja debatido, a redução nos dias de ventilação e na incidência de pneumonia associada à ventilação (PAV) justifica a conduta.
Geralmente definida como aquela realizada nos primeiros 7 a 10 dias de ventilação mecânica em pacientes com baixa probabilidade de extubação bem-sucedida a curto prazo.
Melhora o conforto do paciente, permite menor sedação, facilita a higiene oral e brônquica, reduz a resistência da via aérea e possibilita a comunicação e alimentação oral em casos selecionados.
Sim, em mãos treinadas, a técnica percutânea é segura, rápida e apresenta taxas de infecção de sítio cirúrgico menores que a técnica aberta tradicional, sendo o padrão em muitas UTIs modernas.
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