PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Em relação à necessidade e indicação de realização de traqueostomia em paciente em terapia intensiva, portador de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, assinale a alternativa CORRETA.
Balonetes de baixa pressão ↓ estenose traqueal, mas o tubo orotraqueal ainda causa inflamação laríngea/subglótica.
A traqueostomia facilita o desmame ventilatório e melhora o conforto, mas não elimina riscos de lesões de via aérea superior causadas pela intubação prévia.
A transição da intubação orotraqueal para a traqueostomia é uma decisão crítica na terapia intensiva. Embora os materiais tenham evoluído para minimizar danos por pressão, a lesão mecânica e inflamatória crônica permanece um desafio. O procedimento deve ser individualizado, considerando o prognóstico do paciente, a facilidade de desmame e a proteção da via aérea a longo prazo.
Não há um consenso absoluto ('early' vs 'late'), mas geralmente é considerada entre o 7º e o 14º dia de ventilação mecânica em pacientes com falha de desmame ou previsão de suporte prolongado. A traqueostomia precoce (antes de 7 dias) pode ser indicada em casos de trauma neurológico grave ou necessidade óbvia de via aérea definitiva.
O uso de balonetes (cuffs) de grande volume e baixa pressão (pressão ideal entre 20-30 cmH2O) reduziu significativamente a isquemia da mucosa traqueal e a consequente estenose traqueal. No entanto, a presença física do tubo orotraqueal através das cordas vocais e região subglótica ainda mantém o risco de inflamação, granulomas e estenose laríngea.
As vantagens incluem a redução do espaço morto anatômico, menor resistência ao fluxo de ar (facilitando o desmame), melhor higiene oral, maior conforto para o paciente (permitindo redução de sedação), possibilidade de fonação com válvulas específicas e maior segurança contra extubação acidental.
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