UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Em relação a indicação de traqueostomias em pacientes com SARS por Covid-19 podemos afirmar:
Traqueostomia em COVID-19: considerar após falha de múltiplas tentativas de extubação ou ventilação prolongada (>10-14 dias).
A indicação de traqueostomia em pacientes com COVID-19 grave e ventilação mecânica prolongada deve ser cuidadosamente avaliada. Não há um número exato de falhas de extubação, mas a persistência da necessidade de ventilação após múltiplas tentativas de desmame ou ventilação mecânica por mais de 10-14 dias são critérios comuns. A alternativa A sugere uma abordagem mais conservadora, que é geralmente preferida para evitar procedimentos invasivos desnecessários.
A traqueostomia é um procedimento comum em pacientes com necessidade de ventilação mecânica prolongada, visando facilitar o desmame, melhorar o conforto e reduzir complicações da intubação orotraqueal. No contexto da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) por COVID-19, a decisão sobre o momento da traqueostomia tornou-se um tópico de intenso debate. Inicialmente, havia uma tendência a postergar a traqueostomia devido ao risco de aerossolização e contaminação da equipe. No entanto, com o acúmulo de experiência, as diretrizes passaram a considerar a traqueostomia após um período de ventilação mecânica prolongada (geralmente 10-14 dias) ou após falha de múltiplas tentativas de extubação, quando a perspectiva de desmame rápido é baixa. A decisão deve ser individualizada, ponderando os riscos e benefícios para o paciente e a equipe. A traqueostomia precoce (antes de 7-10 dias) não demonstrou benefícios claros em termos de mortalidade ou tempo de ventilação, e a realização do procedimento no leito da UTI, com equipe treinada e uso de EPIs adequados, é considerada segura e preferível ao deslocamento para o centro cirúrgico na maioria dos casos.
A traqueostomia facilita o desmame ventilatório, melhora o conforto do paciente, permite melhor higiene brônquica, reduz a necessidade de sedação e diminui o risco de lesões laríngeas associadas à intubação orotraqueal prolongada.
Não há um consenso absoluto, mas geralmente se considera a traqueostomia após 10-14 dias de ventilação mecânica, especialmente se houver falha em múltiplas tentativas de extubação, visando otimizar o desmame e reduzir complicações.
Os riscos incluem sangramento, infecção, pneumotórax, fístula traqueoesofágica e, especificamente em COVID-19, o risco de aerossolização e contaminação da equipe de saúde durante o procedimento.
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