Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Paciente com 31 anos de idade, nuligesta, apresenta diagnóstico de carcinoma espinocelular de colo uterino A lesão é de 2cm com paramétrios e fórnices vaginais livres. Qual o tratamento indicado?
Carcinoma colo uterino < 2cm, paramétrios livres, desejo gestacional → Traquelectomia radical + linfadenectomia.
Para pacientes jovens com carcinoma espinocelular de colo uterino em estágio inicial (lesão < 2cm, sem invasão de paramétrios ou fórnices) que desejam preservar a fertilidade, a traquelectomia radical com linfadenectomia pélvica é a opção de tratamento cirúrgico conservador. Este procedimento remove o colo uterino, mas mantém o corpo uterino.
O carcinoma espinocelular de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, e seu manejo depende crucialmente do estadiamento. Em pacientes jovens, especialmente nuligestas com desejo de preservar a fertilidade, a abordagem terapêutica deve considerar tanto a eficácia oncológica quanto a manutenção da capacidade reprodutiva. O estadiamento preciso, geralmente guiado pela classificação FIGO, é o pilar para a decisão terapêutica, definindo a extensão da doença e a presença de fatores de risco. Para lesões em estágio inicial (como IB1 com lesão menor que 2cm, sem invasão de paramétrios ou fórnices), a traquelectomia radical com linfadenectomia pélvica surge como uma opção viável. Este procedimento cirúrgico remove o colo uterino, parte da vagina e os paramétrios adjacentes, preservando o corpo uterino e, consequentemente, a capacidade de gestar. A linfadenectomia pélvica é essencial para o estadiamento linfonodal e para guiar a necessidade de terapias adjuvantes. O prognóstico após traquelectomia radical é geralmente bom para pacientes bem selecionadas, com taxas de sobrevida e recorrência comparáveis às da histerectomia radical para estágios semelhantes. É fundamental um acompanhamento rigoroso pós-operatório, incluindo exames ginecológicos e de imagem, para monitorar possíveis recorrências. A discussão sobre os riscos e benefícios, incluindo a possibilidade de parto prematuro em gestações futuras, é crucial no aconselhamento pré-operatório.
A traquelectomia radical é indicada para pacientes com carcinoma espinocelular de colo uterino em estágio inicial (IA1 com invasão linfovascular, IA2 ou IB1 < 2cm), sem invasão de paramétrios ou fórnices, e que desejam preservar a fertilidade.
A linfadenectomia pélvica é crucial para o estadiamento e controle da doença, pois permite identificar o comprometimento linfonodal, que é um fator prognóstico importante e pode guiar terapias adjuvantes.
O estadiamento FIGO é fundamental para determinar a extensão da doença e guiar a escolha terapêutica. Lesões menores e localizadas permitem tratamentos mais conservadores, enquanto lesões maiores ou com invasão exigem abordagens mais agressivas, como histerectomia radical ou radioterapia.
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