UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
O atendimento de pessoas com sintomas físicos sem qualquer evidência de doença orgânica que os justifique tende a demandar tempo das já sobrecarregadas agendas das equipes de saúde e, mesmo assim, muitas vezes não levar ao alívio almejado. Essas pessoas vão à consulta com grande frequência, e podem apresentar graves problemas emocionais e sociais. Por isso é importante o reconhecimento e o manejo deste grupo de transtornos, que no DSM-5 estão agrupados nos capítulos de Transtorno de Sintomas Somáticos e outros transtornos relacionados e de Transtornos Dissociativos. Leia as quatro vinhetas clínicas a seguir, que ilustram transtornos dessa natureza. Paciente 1: Mulher, 32 anos, queixa-se de dores difusas pelo corpo há 2 anos, sem localização precisa. Já realizou diversos exames, incluindo tomografia, ressonância magnética e diversos outros, todos sem alterações significativas. Procura diferentes médicos em busca de um diagnóstico e tratamento eficazes. Relata dificuldade para dormir e irritabilidade. Exame físico sem alterações. Paciente 2: Homem, 48 anos, embora assintomático, sente necessidade de verificar se está realmente bem, e agenda consultas cardiológicas a cada quatro meses, desde que seu pai sofreu um infarto há 5 anos para verificar como está seu funcionamento cardíaco. Paciente 3: Mulher, 22 anos, sempre que passa pela praça onde foi vítima de sequestro-relâmpago, tem a sensação de estar se distanciando de si própria, como se observasse de fora os próprios pensamentos, movimentos e sentimentos. Paciente 4: Mulher, 42 anos, após saber que seu filho único seria preso por tráfico de drogas, apresenta queixa de não estar enxergando; ao exame constata-se que o nistagmo optocinético é preservado. Considerando as situações descritas, assinale aquela que melhor ilustra o transtorno denominado no DSM-5 como Transtorno de Sintomas Somáticos:
Transtorno de Sintomas Somáticos → sintomas físicos persistentes + sofrimento/preocupação excessiva, sem causa orgânica clara.
O Transtorno de Sintomas Somáticos é caracterizado por um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento significativo ou prejuízo na vida diária, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde. A ausência de uma explicação médica não invalida o sofrimento do paciente.
O Transtorno de Sintomas Somáticos, anteriormente conhecido como somatização, é caracterizado pela presença de um ou mais sintomas físicos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados a esses sintomas ou preocupações com a saúde. É um desafio comum na prática clínica, demandando tempo e recursos, e é crucial para residentes reconhecerem e manejarem esses quadros. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que incluem a persistência dos sintomas por pelo menos 6 meses. É fundamental descartar causas orgânicas, mas sem invalidar a experiência do paciente. A vinheta da Paciente 1, com dores difusas e busca incessante por diagnóstico, ilustra bem o Transtorno de Sintomas Somáticos. O tratamento visa melhorar a qualidade de vida e o funcionamento, e não apenas a eliminação dos sintomas. Inclui psicoterapia (especialmente TCC), manejo farmacológico de comorbidades (ansiedade, depressão) e uma abordagem colaborativa entre médico e paciente, focando em metas funcionais e não apenas na cura dos sintomas.
O DSM-5 exige um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento ou prejuízo significativo, além de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde, por pelo menos 6 meses.
No Transtorno de Sintomas Somáticos, o foco é nos sintomas físicos e no sofrimento que causam. No Transtorno de Ansiedade de Doença, a preocupação central é ter uma doença grave, mesmo com sintomas leves ou ausentes.
O manejo envolve uma abordagem empática, validação do sofrimento, estabelecimento de uma relação terapêutica, e frequentemente encaminhamento para psicoterapia (cognitivo-comportamental) e, em alguns casos, farmacoterapia.
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