Transtorno de Sintomas Somáticos: Diagnóstico e Manejo

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022

Enunciado

Qual é o diagnóstico mais provável em uma jovem estudante de 19 anos que se apresenta com sintomas persistentes de queixas somáticas em múltiplos órgãos e sistemas, resultando em problemas sociais e acadêmicos que não são explicados pelas suas condições médicas?

Alternativas

  1. A) Distúrbio conversivo.
  2. B) Fingimento.
  3. C) Doença do transtorno de ansiedade.
  4. D) Desordem factícia.
  5. E) Transtorno de sintomas somáticos.

Pérola Clínica

Queixas somáticas persistentes, múltiplas, sem explicação médica + sofrimento/prejuízo funcional = Transtorno de Sintomas Somáticos.

Resumo-Chave

O Transtorno de Sintomas Somáticos é caracterizado pela presença de um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde, mesmo que não haja uma explicação médica clara para os sintomas. A persistência e o impacto na vida do paciente são cruciais para o diagnóstico.

Contexto Educacional

O Transtorno de Sintomas Somáticos (TSS) é uma condição psiquiátrica caracterizada pela presença de sintomas físicos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados a esses sintomas ou preocupações com a saúde. É crucial que esses sintomas não sejam intencionalmente produzidos ou fingidos, diferenciando-o de transtornos como o factício ou o fingimento. A prevalência é maior em mulheres e pode se manifestar em qualquer idade, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. O diagnóstico do TSS, conforme o DSM-5, exige a presença de um ou mais sintomas somáticos que são angustiantes ou resultam em perturbação significativa da vida diária, por pelo menos 6 meses. Além disso, deve haver pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas somáticos ou preocupações com a saúde, manifestados por: pensamentos desproporcionais e persistentes sobre a gravidade dos próprios sintomas; um nível persistentemente elevado de ansiedade acerca da saúde ou dos sintomas; e tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou preocupações com a saúde. Para residentes, é fundamental abordar esses pacientes com empatia, validando seu sofrimento, mas também estabelecendo limites e focando na melhora funcional, em vez de buscar incessantemente uma explicação médica para cada sintoma. A colaboração com a psiquiatria e a implementação de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são essenciais para o manejo a longo prazo, visando reduzir o impacto dos sintomas na qualidade de vida e no funcionamento social e acadêmico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos chave para o Transtorno de Sintomas Somáticos?

Os critérios incluem um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento ou prejuízo significativo, além de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde, manifestados por pelo menos 6 meses.

Como diferenciar o Transtorno de Sintomas Somáticos do Distúrbio Conversivo?

No Transtorno de Sintomas Somáticos, os sintomas podem ser variados e em múltiplos sistemas. No Distúrbio Conversivo (Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais), os sintomas são predominantemente neurológicos (ex: paralisia, cegueira) e não são intencionalmente produzidos, mas não são explicados por condição neurológica.

Qual a abordagem terapêutica inicial para o Transtorno de Sintomas Somáticos?

A abordagem inicial envolve uma relação terapêutica de confiança, validação do sofrimento do paciente, educação sobre a condição, e foco na melhora funcional. A psicoterapia (especialmente TCC) e, em alguns casos, antidepressivos, são pilares do tratamento.

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