SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Qual é o diagnóstico mais provável em uma jovem estudante de 19 anos que se apresenta com sintomas persistentes de queixas somáticas em múltiplos órgãos e sistemas, resultando em problemas sociais e acadêmicos que não são explicados pelas suas condições médicas?
Queixas somáticas persistentes, múltiplas, sem explicação médica + sofrimento/prejuízo funcional = Transtorno de Sintomas Somáticos.
O Transtorno de Sintomas Somáticos é caracterizado pela presença de um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde, mesmo que não haja uma explicação médica clara para os sintomas. A persistência e o impacto na vida do paciente são cruciais para o diagnóstico.
O Transtorno de Sintomas Somáticos (TSS) é uma condição psiquiátrica caracterizada pela presença de sintomas físicos que causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, acompanhados de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados a esses sintomas ou preocupações com a saúde. É crucial que esses sintomas não sejam intencionalmente produzidos ou fingidos, diferenciando-o de transtornos como o factício ou o fingimento. A prevalência é maior em mulheres e pode se manifestar em qualquer idade, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. O diagnóstico do TSS, conforme o DSM-5, exige a presença de um ou mais sintomas somáticos que são angustiantes ou resultam em perturbação significativa da vida diária, por pelo menos 6 meses. Além disso, deve haver pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas somáticos ou preocupações com a saúde, manifestados por: pensamentos desproporcionais e persistentes sobre a gravidade dos próprios sintomas; um nível persistentemente elevado de ansiedade acerca da saúde ou dos sintomas; e tempo e energia excessivos dedicados a esses sintomas ou preocupações com a saúde. Para residentes, é fundamental abordar esses pacientes com empatia, validando seu sofrimento, mas também estabelecendo limites e focando na melhora funcional, em vez de buscar incessantemente uma explicação médica para cada sintoma. A colaboração com a psiquiatria e a implementação de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são essenciais para o manejo a longo prazo, visando reduzir o impacto dos sintomas na qualidade de vida e no funcionamento social e acadêmico do paciente.
Os critérios incluem um ou mais sintomas somáticos que causam sofrimento ou prejuízo significativo, além de pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados aos sintomas ou preocupações com a saúde, manifestados por pelo menos 6 meses.
No Transtorno de Sintomas Somáticos, os sintomas podem ser variados e em múltiplos sistemas. No Distúrbio Conversivo (Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais), os sintomas são predominantemente neurológicos (ex: paralisia, cegueira) e não são intencionalmente produzidos, mas não são explicados por condição neurológica.
A abordagem inicial envolve uma relação terapêutica de confiança, validação do sofrimento do paciente, educação sobre a condição, e foco na melhora funcional. A psicoterapia (especialmente TCC) e, em alguns casos, antidepressivos, são pilares do tratamento.
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