Manejo do Paciente Borderline em Urgências Cirúrgicas

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente diagnosticada com transtorno de personalidade borderline é internada para uma cirurgia de emergência após um acidente. Durante a internação, ela apresenta comportamentos autolesivos. Qual deve ser a abordagem da equipe médica de acordo com o modelo integral em saúde mental?

Alternativas

  1. A) Realizar a cirurgia de emergência sem intervenções adicionais, considerando a urgência.
  2. B) Postergar a cirurgia até que o quadro comportamental seja controlado pela equipe de saúde mental.
  3. C) Priorizar o tratamento de saúde mental e adotar medidas de contenção física para evitar autolesões.
  4. D) Prosseguir com a cirurgia de emergência e solicitar suporte psiquiátrico para manejo do comportamento autolesivo.

Pérola Clínica

Urgência cirúrgica + Crise Borderline = Operar imediatamente + Suporte psiquiátrico concomitante.

Resumo-Chave

O tratamento de condições médicas agudas não deve ser retardado por transtornos de personalidade, mas o manejo deve ser integrado com a saúde mental para garantir a segurança.

Contexto Educacional

Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente apresentam desregulação emocional intensa em ambientes estressores como hospitais. O comportamento autolesivo muitas vezes serve como um mecanismo de enfrentamento para dor emocional insuportável. O modelo integral de saúde preconiza que o cuidado físico e mental são indissociáveis. No contexto cirúrgico, a equipe deve manter uma postura empática, porém com limites claros, evitando a estigmatização da paciente e garantindo que o tratamento cirúrgico necessário seja realizado com o suporte psiquiátrico adequado para mitigar riscos comportamentais.

Perguntas Frequentes

A cirurgia de emergência pode ser adiada por causa da autolesão?

Não. Se a cirurgia é de emergência (risco de vida ou perda de função), ela deve ser realizada prontamente. O transtorno de personalidade não retira a urgência do quadro clínico. O manejo psiquiátrico deve ocorrer em paralelo ou imediatamente após a estabilização cirúrgica.

Qual o papel da interconsulta psiquiátrica nesse cenário?

A interconsulta é fundamental para avaliar o risco de suicídio, ajustar medicações psicotrópicas, orientar a equipe de enfermagem sobre o manejo comportamental (limites e validação) e planejar o suporte pós-operatório, visando reduzir a angústia da paciente e prevenir novas autolesões.

Contenção física é recomendada para evitar autolesão?

A contenção física é uma medida de último recurso, utilizada apenas quando há risco iminente de dano grave e outras intervenções verbais ou farmacológicas falharam. No modelo integral, prioriza-se a vigilância, o ambiente seguro e o suporte terapêutico.

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