PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Cássio é estudante do curso de Direito do último ano. Procura o psiquiatra porque está preocupado com o fato de que sua noiva irá deixá-lo como o fez a anterior. Ambas alegam que é impossível manter o relacionamento porque ele é inflexível, quer tudo do seu jeito. Está sempre conferindo o que a noiva faz, não delegando nem mesmo o cuidado de coisas simples do cotidiano. Não bastasse isso, ele tem um armário com coisas que ninguém pode mexer, mas que não são úteis e que ela quer dar um fim. Ele não deixa, mas não quer perdê-la. Cássio apresenta transtorno de personalidade:
Rigidez, perfeccionismo, dificuldade de delegação e acumulação → Transtorno de Personalidade Anancástico (TPO-C).
O Transtorno de Personalidade Anancástico (ou Obsessivo-Compulsivo) é caracterizado por um padrão de preocupação com ordem, perfeccionismo, controle mental e interpessoal, à custa de flexibilidade, abertura e eficiência. A dificuldade em delegar e a inflexibilidade são traços marcantes.
O Transtorno de Personalidade Anancástico, também conhecido como Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPO-C) no DSM-5, é caracterizado por um padrão generalizado de preocupação com ordem, perfeccionismo, controle mental e interpessoal, à custa de flexibilidade, abertura e eficiência. Indivíduos com TPO-C são frequentemente vistos como rígidos, inflexíveis e excessivamente conscienciosos, com uma necessidade de controle que pode prejudicar seus relacionamentos e desempenho. Os critérios diagnósticos incluem uma preocupação excessiva com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas; devoção excessiva ao trabalho e à produtividade em detrimento de atividades de lazer e amizades; inflexibilidade em questões de moralidade, ética ou valores; incapacidade de descartar objetos desgastados ou sem valor; relutância em delegar tarefas; e um estilo de gastos mesquinho. Esses traços são persistentes e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida. O tratamento geralmente envolve psicoterapia, com a terapia cognitivo-comportamental (TCC) sendo particularmente útil para ajudar o indivíduo a reconhecer e modificar seus padrões de pensamento e comportamento disfuncionais. O objetivo é aumentar a flexibilidade, reduzir o perfeccionismo e melhorar as habilidades interpessoais. A farmacoterapia pode ser considerada para tratar sintomas comórbidos, como ansiedade ou depressão, mas não é o tratamento primário para o transtorno de personalidade em si.
Os critérios incluem preocupação com detalhes, perfeccionismo que interfere na conclusão de tarefas, devoção excessiva ao trabalho, inflexibilidade moral, dificuldade em descartar objetos, relutância em delegar e avareza.
O TPO-C é um padrão de personalidade persistente e egossintônico, onde o indivíduo vê seus traços como parte de si. O TOC envolve obsessões e compulsões egodistônicas, que causam sofrimento e são percebidas como intrusivas.
A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é a principal abordagem, focando em flexibilizar padrões de pensamento e comportamento. Medicamentos podem ser usados para sintomas comórbidos como ansiedade ou depressão.
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