Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Mulher, 44 anos, relata crises com palpitações, sudorese, dispneia, tremores e medo imotivado, que ocorrem subitamente. Refere que já foi ao pronto-atendimento 4 vezes nos últimos seis anos, onde realizou exames séricos, eletrocardiograma e marcadores de necrose miocárdica, que se mostraram sempre normais. Assinale a alternativa que contém, respectivamente, o diagnóstico e a conduta inicial.
Crises súbitas de medo intenso + sintomas autonômicos + exames normais = Transtorno de Pânico → ISRSN (Venlafaxina XR) ou ISRS.
O transtorno de pânico se manifesta por ataques de pânico recorrentes e inesperados, caracterizados por medo intenso e sintomas físicos (palpitações, dispneia, sudorese) que mimetizam condições médicas graves, mas com exames normais. O tratamento de primeira linha inclui ISRS ou ISRSN, como a venlafaxina.
O transtorno de pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por ataques de pânico recorrentes e inesperados, que são períodos súbitos de medo ou desconforto intenso, atingindo um pico em minutos e acompanhados por uma série de sintomas físicos e cognitivos. A paciente do enunciado apresenta um quadro clássico, com palpitações, sudorese, dispneia, tremores e medo imotivado, além de uma história de múltiplas idas ao pronto-atendimento com exames normais, o que reforça a natureza psiquiátrica do quadro. O diagnóstico diferencial é crucial, pois os sintomas físicos podem mimetizar condições cardiovasculares (infarto, arritmias), respiratórias (asma, embolia pulmonar) ou endócrinas (hipertireoidismo, feocromocitoma). A exclusão dessas causas orgânicas é um passo fundamental antes de firmar o diagnóstico de transtorno de pânico. Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento visa reduzir a frequência e intensidade dos ataques. A conduta inicial para o transtorno de pânico geralmente envolve uma combinação de psicoterapia (especialmente Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC) e farmacoterapia. Os medicamentos de primeira linha são os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e os Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina (ISRSN), como a venlafaxina XR. A dose inicial deve ser baixa (ex: venlafaxina XR 37,5 mg) e aumentada gradualmente para minimizar efeitos colaterais e otimizar a adesão, com reavaliação em 4 a 6 semanas para ajuste terapêutico.
Um ataque de pânico envolve o início súbito de medo ou desconforto intenso, acompanhado de sintomas físicos como palpitações, sudorese, tremores, dispneia, dor no peito, tontura e medo de morrer ou enlouquecer.
A conduta inicial geralmente envolve psicoterapia (TCC) e farmacoterapia com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN), como a venlafaxina, em doses baixas e com aumento gradual.
É crucial descartar condições médicas como arritmias cardíacas, hipertireoidismo ou feocromocitoma, que podem mimetizar os sintomas de um ataque de pânico, antes de firmar o diagnóstico psiquiátrico.
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