UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente de 25 anos buscou atendimento em razão de ataques súbitos de palpitação, sudorese, tremor, sensação de falta de ar, dor torácica, tonturas e medo de morrer. Procurara a Emergência algumas vezes, mas, ao ser avaliada, informavam-lhe não haver qualquer alteração nos exames realizados. Negou uso de substâncias aditivas. Referiu que, desde que passou a apresentar os ataques, tinha receio de sair de casa e ficava constantemente preocupada com a possibilidade de eles tornarem a ocorrer. Acerca desse transtorno, assinale a assertiva correta.
Ataques de pânico recorrentes + medo de novos ataques/agorafobia → Transtorno do Pânico.
O Transtorno do Pânico é caracterizado por ataques súbitos e inesperados de medo intenso, acompanhados de sintomas físicos e cognitivos. O tratamento de primeira linha combina farmacoterapia (ISRS, venlafaxina) e psicoterapia (TCC), visando reduzir a frequência e intensidade dos ataques e melhorar a qualidade de vida.
O Transtorno do Pânico é uma condição psiquiátrica comum, caracterizada por ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos por preocupação persistente com novos ataques ou mudanças comportamentais para evitá-los. Afeta cerca de 2-3% da população adulta, sendo mais prevalente em mulheres, e frequentemente coexiste com agorafobia, um medo de situações onde a fuga pode ser difícil ou embaraçosa. O reconhecimento precoce é crucial para evitar a cronificação e o impacto significativo na qualidade de vida. A fisiopatologia envolve disfunções em circuitos cerebrais relacionados ao medo e ansiedade, com desregulação de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e GABA. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, e exige a exclusão de causas orgânicas para os sintomas. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas físicos intensos e recorrentes sem explicação médica clara, especialmente quando há medo de morrer ou perder o controle durante os episódios. O tratamento de primeira linha inclui inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou venlafaxina, que atuam modulando a neurotransmissão. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é igualmente eficaz, focando na reestruturação de pensamentos disfuncionais e exposição gradual a situações temidas. A combinação de farmacoterapia e TCC geralmente oferece os melhores resultados, com melhora significativa dos sintomas e prevenção de recaídas.
Os sintomas incluem palpitações, sudorese, tremores, sensação de falta de ar, dor torácica, tontura, náuseas, desrealização/despersonalização, medo de perder o controle ou de morrer.
A abordagem inicial combina farmacoterapia com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou venlafaxina, e psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Benzodiazepínicos são úteis para alívio agudo, mas não são indicados para uso contínuo a longo prazo devido ao risco de dependência, tolerância e efeitos colaterais, não tratando a causa subjacente do transtorno.
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