Transtorno de Pânico: Manejo Agudo e Terapêutico

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022

Enunciado

Maria Célia, 24 anos, chega a UBS acompanhada de seu marido com história de ter recebido o diagnóstico de Transtorno de Pânico há 2 anos, refere que quando começou a ter crises ainda morava com os pais e que o pai disse que era frescura, para evitar problemas começou a esquivar-se de situações que provocassem crises, mas agora não conseguia nem sair de casa. Baseado neste caso, qual a conduta a ser realizada:

Alternativas

  1. A) Encaminhar a paciente para psicoterapia.
  2. B) Iniciar Paroxetina ou outro IRSS.
  3. C) Iniciar IRSS e encaminhar para psicoterapia.
  4. D) Encaminhar a paciente para ao psiquiatra.
  5. E) Iniciar um benzodiazepínico até a consulta com psiquiatra.

Pérola Clínica

Crise de pânico aguda → iniciar benzodiazepínico para alívio rápido enquanto aguarda consulta psiquiátrica.

Resumo-Chave

Em um quadro agudo de Transtorno de Pânico com incapacidade funcional, a prioridade é o alívio rápido dos sintomas. Benzodiazepínicos são eficazes para isso, enquanto a terapia definitiva com IRSS e psicoterapia é estabelecida.

Contexto Educacional

O Transtorno de Pânico é uma condição psiquiátrica caracterizada por ataques de pânico recorrentes e inesperados, acompanhados de preocupação persistente com novos ataques ou suas consequências, e/ou mudanças comportamentais significativas para evitá-los. Afeta uma parcela considerável da população e pode ser debilitante, impactando a qualidade de vida e a funcionalidade social e ocupacional do indivíduo. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são essenciais. A fisiopatologia envolve desregulação de neurotransmissores, especialmente a serotonina, e circuitos cerebrais relacionados ao medo e ansiedade. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5. É crucial diferenciar o Transtorno de Pânico de outras condições médicas que podem mimetizar seus sintomas, como doenças cardíacas ou tireoidianas. A esquiva fóbica, como a agorafobia, é uma complicação comum que pode levar ao isolamento. O tratamento do Transtorno de Pânico é multimodal, combinando farmacoterapia e psicoterapia. Para o alívio agudo das crises, os benzodiazepínicos são eficazes devido ao seu rápido início de ação. Para o tratamento a longo prazo, os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS) são a primeira escolha, com a psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), sendo um componente fundamental para ensinar estratégias de enfrentamento e reestruturação cognitiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos de uma crise de pânico?

Uma crise de pânico é caracterizada por um início súbito de medo ou desconforto intenso, acompanhado de sintomas físicos como palpitações, sudorese, tremores, dispneia, dor torácica, náuseas, tontura e medo de perder o controle ou morrer.

Qual a conduta inicial para um paciente em crise de pânico?

A conduta inicial para uma crise de pânico visa o alívio rápido dos sintomas, geralmente com o uso de benzodiazepínicos. É importante também oferecer suporte psicológico e encaminhar para avaliação psiquiátrica e psicoterapia para tratamento a longo prazo.

Qual o papel dos IRSS no tratamento do Transtorno de Pânico?

Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (IRSS) são a primeira linha de tratamento farmacológico para o Transtorno de Pânico a longo prazo, ajudando a reduzir a frequência e intensidade das crises. Seu efeito terapêutico completo pode levar semanas para se manifestar.

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