HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Mulher de 32 anos de idade comparece em consulta na Unidade Básica de Saúde queixando-se de crises recorrentes e intensas de taquicardia, sudorese, sensação de sufocamento, tremores, medo intenso de morrer e perder o controle. As crises são imotivadas e ocorrem subitamente há cerca de 6 meses. O quadro tem deixado a paciente apreensiva durante todo o dia. Tem receio de ter novas crises ao sair de casa ou ir para o trabalho. Relata também dificuldade de iniciar o sono após o início das crises. Qual é a melhor conduta para esta paciente?
Crises de pânico recorrentes + apreensão antecipatória + agorafobia → Transtorno do Pânico = ISRS (Paroxetina) + Psicoterapia (TCC).
O quadro clínico descrito é clássico de Transtorno do Pânico com agorafobia e ansiedade antecipatória. O tratamento de primeira linha combina farmacoterapia (ISRS como paroxetina) e psicoterapia (TCC), além de medidas de relaxamento e manejo de crise.
O Transtorno do Pânico é um transtorno de ansiedade caracterizado por crises de pânico recorrentes e inesperadas, seguidas por um mês ou mais de preocupação persistente com a ocorrência de novas crises (ansiedade antecipatória) ou com as consequências das crises, e/ou mudanças comportamentais significativas relacionadas às crises, como a evitação de situações (agorafobia). Os sintomas das crises são intensos e podem incluir taquicardia, sudorese, tremores, dispneia, dor torácica, náuseas, tontura, desrealização/despersonalização, medo de perder o controle, enlouquecer ou morrer. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou CID-10, e requer a exclusão de outras condições médicas que possam mimetizar os sintomas, como doenças cardíacas ou tireoidianas. A paciente do caso apresenta um quadro clássico, com crises imotivadas, ansiedade antecipatória e evitação, além de dificuldade para dormir, que é uma comorbidade comum. A melhor conduta para o Transtorno do Pânico é uma abordagem combinada de farmacoterapia e psicoterapia. Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), como a paroxetina, são a primeira linha de tratamento medicamentoso, devendo ser iniciados em doses baixas e aumentados gradualmente. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a modalidade de psicoterapia mais eficaz, ensinando o paciente a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento. Medidas de relaxamento e manejo de crise também são importantes. Benzodiazepínicos, como o alprazolam, podem ser usados para alívio agudo das crises, mas não são indicados para tratamento de manutenção devido ao risco de dependência e tolerância.
Uma crise de pânico é caracterizada por um início súbito de medo intenso ou desconforto, acompanhado por sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores, dispneia, dor no peito, tontura, e sintomas cognitivos como medo de morrer ou perder o controle.
O tratamento de primeira linha para o transtorno do pânico combina farmacoterapia, geralmente com Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) como a paroxetina, e psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).
Benzodiazepínicos, como o alprazolam, são eficazes para o alívio agudo da crise, mas não tratam a causa subjacente e podem levar à dependência. ISRS são preferidos para o tratamento de manutenção devido ao seu perfil de segurança e eficácia a longo prazo.
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