TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
Ataques de pânico são causas possíveis de atendimento em pronto-socorro clínico. Um sintoma obrigatório é?
Ataque de pânico = Surto súbito de medo/desconforto intenso + ≥ 4 sintomas físicos ou cognitivos.
O ataque de pânico é definido pelo DSM-5 como um surto abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge o pico em minutos, sendo o medo (ou desconforto) o núcleo da experiência.
O ataque de pânico é uma manifestação comum em serviços de urgência, frequentemente mimetizando condições graves como infarto, embolia pulmonar ou arritmias. A fisiopatologia envolve uma desregulação do sistema de alarme do cérebro, com hiperatividade da amígdala e do locus coeruleus, levando a uma descarga adrenérgica massiva. É crucial que o médico residente saiba identificar os critérios do DSM-5 para evitar investigações invasivas desnecessárias e iatrogenias. Embora o medo seja o sintoma subjetivo central, a apresentação física é rica e variada, exigindo uma abordagem empática e técnica para desescalar a crise e iniciar o plano terapêutico adequado.
Um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro ou mais de treze sintomas físicos e cognitivos, como palpitações, sudorese, tremores, falta de ar, dor torácica, náuseas, tontura, calafrios, parestesias, desrealização, medo de perder o controle ou medo de morrer. O medo ou desconforto é o elemento central e obrigatório para a caracterização do episódio.
No pronto-socorro, o diagnóstico de ataque de pânico é de exclusão. É fundamental realizar anamnese detalhada, exame físico e, frequentemente, ECG e troponina para descartar Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), especialmente em pacientes com dor torácica e fatores de risco. O pânico costuma apresentar sintomas multissistêmicos (hiperventilação, parestesias periorais, medo de morte iminente) que não seguem o padrão típico de angina estável ou instável.
O manejo inicial foca na estabilização clínica e exclusão de causas orgânicas. Uma vez confirmado o quadro psiquiátrico, deve-se oferecer um ambiente calmo, utilizar técnicas de controle da respiração e, se necessário, administrar benzodiazepínicos de ação rápida (como o lorazepam ou diazepam) para alívio agudo dos sintomas. O encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia (TCC) é essencial para o tratamento a longo prazo.
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