SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Qual dos seguintes transtornos é frequentemente subdiagnosticado em crianças e adolescentes devido à sua apresentação atípica e dificuldade em expressar seus sintomas?
TOC em crianças/adolescentes é subdiagnosticado devido a sintomas atípicos e dificuldade de expressão.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é frequentemente subdiagnosticado em crianças e adolescentes porque eles podem ter dificuldade em expressar suas obsessões e compulsões, que muitas vezes são internalizadas ou se manifestam de forma atípica, como rituais mentais ou evitação, em vez de compulsões visíveis.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição neuropsiquiátrica crônica caracterizada por obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos e recorrentes) e compulsões (comportamentos repetitivos ou atos mentais realizados em resposta às obsessões). Embora seja bem reconhecido em adultos, o TOC em crianças e adolescentes é frequentemente subdiagnosticado, o que acarreta atrasos significativos no início do tratamento e impacta negativamente o desenvolvimento e a qualidade de vida. O subdiagnóstico em crianças e adolescentes ocorre por diversas razões. Primeiramente, a capacidade de expressar e descrever as obsessões e compulsões é limitada em idades mais jovens. Além disso, as compulsões podem ser internalizadas (rituais mentais) ou manifestar-se de formas menos óbvias, como evitação de certas situações, lentidão excessiva na realização de tarefas ou irritabilidade quando os rituais são interrompidos. Os pais e educadores podem interpretar esses comportamentos como 'manias', teimosia ou características de personalidade, em vez de sintomas de um transtorno. A importância do reconhecimento precoce é imensa. O TOC não tratado pode levar a um sofrimento significativo, isolamento social, dificuldades acadêmicas e familiares, e comorbidades psiquiátricas. O tratamento eficaz geralmente envolve a terapia cognitivo-comportamental (TCC) com exposição e prevenção de resposta (ERP), e em casos moderados a graves, a farmacoterapia com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). A intervenção precoce melhora o prognóstico e permite que a criança ou adolescente desenvolva estratégias de enfrentamento saudáveis.
O TOC é subdiagnosticado porque crianças e adolescentes podem ter dificuldade em verbalizar suas obsessões e compulsões, sentindo vergonha ou medo. Além disso, as compulsões podem ser internalizadas (rituais mentais) ou manifestar-se de forma atípica, dificultando o reconhecimento pelos pais e profissionais de saúde.
Manifestações atípicas incluem rituais mentais (contar, repetir frases), evitação de situações que desencadeiam obsessões, comportamentos repetitivos que parecem 'manias' ou teimosia, e irritabilidade ou explosões de raiva quando impedidos de realizar compulsões.
O diagnóstico precoce do TOC é crucial para iniciar o tratamento adequado, que geralmente envolve terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, em alguns casos, medicação. Isso pode prevenir o agravamento dos sintomas, melhorar a qualidade de vida e o funcionamento social e acadêmico da criança ou adolescente.
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