PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
C.H.S, masculino, 38 anos de idade, portador de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) há 10 anos tem apresentado resposta parcial ao tratamento. Sobre o tratamento do Transtorno obsessivo Compulsivo (TOC), sabe-se que:
TOC: TCC com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) é o padrão-ouro não farmacológico.
O tratamento de primeira linha para o TOC envolve o uso de ISRS em doses elevadas e a TCC focada em Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), que visa a habituação à ansiedade sem a execução de rituais.
O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é uma condição crônica e muitas vezes incapacitante. O tratamento moderno baseia-se no modelo neurobiológico que envolve circuitos cortico-estriado-tálamo-corticais. A combinação de farmacoterapia (ISRS ou Clomipramina) com TCC-EPR apresenta os melhores resultados a longo prazo. A TCC-EPR é particularmente eficaz porque ataca o mecanismo de reforço negativo das compulsões. Quando o paciente deixa de realizar o ritual, ele aprende que a catástrofe temida não ocorre ou que ele consegue tolerar o desconforto, levando à extinção da resposta condicionada. Para casos resistentes, estratégias de potencialização com antipsicóticos atípicos ou neuromodulação podem ser consideradas.
A EPR é o componente central da TCC para o TOC. Consiste em expor o paciente de forma sistemática e gradual a situações ou pensamentos que desencadeiam obsessões e ansiedade, enquanto o paciente é instruído a não realizar o comportamento compulsivo (ritual) habitual. Com o tempo, o paciente experimenta a 'habituação', onde a ansiedade diminui naturalmente sem a necessidade da compulsão.
Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) são a primeira linha farmacológica. No TOC, as doses necessárias costumam ser significativamente maiores do que as usadas para depressão, e o tempo para resposta clínica inicial é mais longo, variando de 8 a 12 semanas. Eles ajudam a reduzir a intensidade das obsessões e a urgência das compulsões.
Embora a psicanálise possa ajudar em outros aspectos da vida do paciente, ela não é considerada um tratamento de primeira linha ou eficaz para os sintomas nucleares do TOC (obsessões e compulsões) segundo as principais diretrizes clínicas, que priorizam a TCC-EPR e a farmacoterapia.
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