MedEvo Simulado — Prova 2026
Geraldo, 54 anos, motorista de ônibus urbano há duas décadas, procura a Unidade Básica de Saúde com queixas de cefaleia tensional holocraniana, epigastralgia em queimação e insônia de conciliação que se intensificaram nos últimos 4 meses. Relata que a empresa de transportes anunciou um plano de demissão voluntária, gerando insegurança financeira. Ele já realizou endoscopia digestiva alta e tomografia de crânio por conta própria em clínicas particulares, ambos com resultados normais. Durante a consulta, Geraldo mostra-se ansioso, com fadiga persistente e irritabilidade, mas nega anedonia, perda de peso ou planos de autoextermínio. Possui diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, em uso regular de Enalapril 20 mg/dia. Refere ter tentado usar Amitriptilina 25 mg por três dias, por sugestão de um vizinho, mas suspendeu devido à sonolência excessiva durante o turno de trabalho e boca seca intensa. Diante desse cenário de sofrimento psíquico na Atenção Primária à Saúde (APS), qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta inicial mais adequada?
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