TEA: Sinais Precoces e Marcos do Desenvolvimento Infantil

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023

Enunciado

Sinais precoces de Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ser observados desde os primeiros meses de vida e devem ser investigados durante as consultas de puericultura. Todo contato com a criança deve ser visto como um momento interventivo, de avaliação e acompanhamento de seu desenvolvimento. Qual dos eventos abaixo NÃO pode ser considerado sinal precoce sugestivo de alteração no desenvolvimento neuropsicomotor:

Alternativas

  1. A) Ansiedade de separação e indiferença quando os pais se ausentam
  2. B) Atraso em adquirir o sorriso social
  3. C) Irritabilidade quando ninado no colo
  4. D) Preferência por dormir sozinho no berço

Pérola Clínica

Ansiedade de separação é marco normal do desenvolvimento; indiferença aos pais é sinal de alerta para TEA.

Resumo-Chave

A ansiedade de separação é um marco normal do desenvolvimento neuropsicomotor infantil, geralmente surgindo por volta dos 6-8 meses de idade. Portanto, sua presença não indica uma alteração. No entanto, a indiferença quando os pais se ausentam, o atraso no sorriso social e a irritabilidade ao toque são sinais de alerta importantes para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Contexto Educacional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A identificação precoce dos sinais de TEA é crucial para permitir intervenções terapêuticas oportunas, que podem melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida das crianças. As consultas de puericultura representam uma oportunidade ímpar para o rastreamento e a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. É fundamental que profissionais de saúde estejam familiarizados com os marcos do desenvolvimento infantil e com os sinais de alerta para o TEA. Enquanto alguns comportamentos, como o atraso no sorriso social, a irritabilidade ao ser ninado ou a indiferença à presença dos pais, são indicativos de um desenvolvimento atípico e devem ser investigados, outros, como a ansiedade de separação, são marcos normais e esperados. A ansiedade de separação, que geralmente surge no segundo semestre de vida, demonstra a formação de um vínculo seguro e a capacidade da criança de diferenciar pessoas familiares de estranhos. A avaliação do desenvolvimento deve ser contínua e abrangente, utilizando ferramentas de rastreamento validadas quando necessário. A suspeita de TEA requer encaminhamento para avaliação especializada e intervenção multidisciplinar. Residentes em pediatria e medicina de família devem dominar esses conceitos para oferecer um cuidado de excelência, promovendo o desenvolvimento saudável e identificando precocemente as necessidades de crianças com TEA.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais precoces de Transtorno do Espectro Autista (TEA) que devem ser observados na puericultura?

Os principais sinais precoces de TEA incluem atraso ou ausência de sorriso social, contato visual limitado ou ausente, falta de resposta ao nome, ausência de balbucio ou gestos comunicativos (como apontar), irritabilidade ao toque ou colo, e preferência por brincar sozinho. A regressão de habilidades previamente adquiridas também é um sinal de alerta.

Por que a ansiedade de separação não é considerada um sinal de alteração no desenvolvimento?

A ansiedade de separação é um marco normal do desenvolvimento emocional e social da criança, geralmente surgindo entre os 6 e 18 meses de idade. Ela indica o desenvolvimento de um apego seguro e a capacidade da criança de reconhecer a ausência dos cuidadores, sendo um sinal de desenvolvimento típico, e não de alteração.

Como a indiferença quando os pais se ausentam se relaciona com o TEA?

A indiferença quando os pais se ausentam, ou a falta de busca por conforto ou interação social, é um sinal de alerta para TEA. Crianças com TEA podem ter dificuldades em formar laços sociais e emocionais típicos, manifestando pouca ou nenhuma reação à presença ou ausência de seus cuidadores, o que contrasta com o desenvolvimento neurotípico.

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