SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Recente dado do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de 2023 mostrou uma prevalência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) de uma para cada 36 crianças nos Estados Unidos. Qual dos seguintes fatores NÃO é considerado fator de risco para o desenvolvimento do TEA?
Vacinas com mercúrio NÃO são fator de risco para TEA; é um mito refutado cientificamente.
A relação entre vacinas e autismo foi amplamente refutada por estudos científicos robustos. O mercúrio (timerozal) foi removido da maioria das vacinas infantis há anos, e mesmo quando presente, não há evidências de ligação com o TEA. É crucial combater a desinformação sobre vacinação.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado globalmente, e a compreensão de seus fatores de risco é crucial para a pesquisa e intervenção precoce. Os fatores de risco para o TEA são multifatoriais, envolvendo uma interação complexa entre genética e ambiente. Fatores genéticos são os mais fortes, incluindo síndromes genéticas específicas, mutações de novo e histórico familiar. Fatores ambientais e perinatais também desempenham um papel, como idade parental avançada (materna e paterna), baixo peso ao nascer, prematuridade extrema, exposição a certos medicamentos durante a gestação (como valproato e, em alguns estudos, ISRS), e complicações na gravidez e parto. A fertilização in vitro também tem sido associada a um risco ligeiramente aumentado. É de suma importância ressaltar que a teoria da ligação entre vacinas (especialmente o timerosal, um conservante à base de mercúrio) e o autismo foi categoricamente refutada por inúmeros estudos científicos de alta qualidade e por grandes organizações de saúde em todo o mundo. O estudo original que propôs essa ligação foi retratado por fraude e má conduta. A disseminação de informações precisas sobre os fatores de risco do TEA é vital para a saúde pública e para garantir a adesão à vacinação infantil.
Fatores genéticos incluem síndromes genéticas específicas (ex: X frágil, esclerose tuberosa), mutações genéticas e histórico familiar de TEA, indicando uma forte herdabilidade.
Tanto a idade materna avançada (geralmente >35 anos) quanto a paterna avançada (geralmente >40-45 anos) são associadas a um risco aumentado de TEA, possivelmente devido a mutações genéticas de novo ou alterações epigenéticas.
Não, não há nenhuma evidência científica credível que ligue vacinas, incluindo aquelas que continham timerosal (um conservante à base de mercúrio), ao desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista. Múltiplos estudos extensos refutaram essa hipótese.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo