IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
A mãe de Serena, 1 ano e 8 meses de idade, procura o seu consultório pois estava insatisfeita com a forma que o pediatra que acompanhava sua filha estava conduzindo o caso. Ela relata que Serena até hoje não fala e o seu irmão que já tem 5 anos, já falava várias palavras nessa idade. O pediatra a orientou dizendo que esse comportamento é normal e que Serena é preguiçosa. Você faz uma anamnese e exame físico minuciosos e nota que, além de ainda não falar nenhuma palavra, ela demonstra interesse em brincar com objetos e não em brincar com outras crianças, mas não parece dar a função correta para cada brinquedo: ela ganhou um kit de cozinha de brinquedo (panelas, pratos, copos e talheres) mas ela brinca apenas arrumando-os e não os usa para comer, beber ou cozinhar. Não responde quando os pais a chamam pelo nome e não olha para onde as demais pessoas apontam. Ela também gosta de ficar correndo pela casa sem motivo aparente.
Atraso de fala + dificuldade interação social + interesses restritos/comportamentos repetitivos → Suspeita de TEA.
Atraso na linguagem, dificuldade em interações sociais (não responde ao nome, não aponta), interesses restritos e uso não funcional de objetos são sinais de alerta importantes para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças pequenas, exigindo encaminhamento especializado para neuropediatra.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, e o reconhecimento precoce dos sinais é fundamental para intervenções eficazes. Profissionais de saúde devem estar atentos aos marcos do desenvolvimento infantil. Os sinais de alerta para TEA podem ser observados desde a primeira infância. No caso de Serena, a ausência de fala aos 1 ano e 8 meses, a falta de interesse em brincar com outras crianças, a ausência de resposta ao nome, a não utilização funcional de brinquedos e os comportamentos repetitivos (correr sem motivo aparente) são indicativos claros. A dificuldade em seguir o olhar ou apontar também são bandeiras vermelhas importantes. Diante da suspeita de TEA, a conduta mais adequada é o encaminhamento imediato para um neuropediatra ou psiquiatra infantil para avaliação diagnóstica aprofundada. Intervenções precoces e intensivas, como terapia ocupacional, fonoaudiologia e terapia comportamental (ABA), são cruciais para otimizar o desenvolvimento e a adaptação da criança, melhorando seu prognóstico.
Os sinais incluem atraso ou ausência de fala, dificuldade em responder ao nome, falta de contato visual, dificuldade em interagir com outras crianças, interesses restritos e uso não funcional de brinquedos, além de comportamentos repetitivos.
O diagnóstico precoce permite o início de intervenções terapêuticas o mais cedo possível, o que pode melhorar significativamente o desenvolvimento da criança, suas habilidades sociais e de comunicação, e a qualidade de vida a longo prazo.
Uma criança com suspeita de TEA deve ser encaminhada para avaliação por um neuropediatra ou psiquiatra infantil, que poderá confirmar o diagnóstico e orientar as intervenções multidisciplinares necessárias.
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