SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2025
Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), analise as proposições abaixo: I - O TEA é causado pela interação de fatores genéticos e ambientais. Apesar de estar presente desde o nascimento, os primeiros sintomas do TEA são comumente identificados entre 12 e 24 meses de idade. II - O espectro autista abrange diferentes distúrbios do neurodesenvolvimento, que cursam com deficiência na comunicação social, associadas a padrões de comportamento restritivos e repetitivos, em diferentes graus de intensidade. III - O Modified Checklist for Autism in Toddlers M-CHAT-R/F é um questionário composto por 20 questões do tipo sim/não, que indicam a presença de comportamentos conhecidos como sinais de alerta para o TEA e está disponível na Caderneta de Saúde da Criança, para ser aplicada como instrumento de triagem por profissionais de saúde. IV - O diagnóstico do TEA é majoritariamente clínico, baseado em sistemas classificatórios como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), sendo observados na anamnese e exame físico os aspectos de comunicação/ interação sociais, comportamentais, aspectos dismórficos ou concomitância de lesões de pele e alterações gastrintestinais. V - Todas as pessoas com TEA vão necessitar de algum nível de suporte, de modo que a classificação em "leve, moderado e grave" não são mais utilizados. Escolha a alternativa correta:
TEA = Déficit na comunicação social + Padrões repetitivos. Diagnóstico clínico (DSM-5) + Triagem (M-CHAT).
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento de base genética e ambiental, cujo diagnóstico é clínico e deve ser rastreado precocemente em todas as crianças.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba condições anteriormente separadas, como o Transtorno Autista e a Síndrome de Asperger. A etiologia é multifatorial, com forte componente genético herdado ou mutações de novo, interagindo com fatores ambientais pré e perinatais. O diagnóstico precoce, idealmente antes dos 24 meses, permite intervenções terapêuticas que aproveitam a plasticidade cerebral, melhorando significativamente o prognóstico funcional. Além dos déficits de interação, é comum a presença de hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. O manejo é multidisciplinar, envolvendo fonoaudiologia, terapia ocupacional e intervenções comportamentais (como ABA).
O M-CHAT-R/F é uma ferramenta de triagem para TEA validada para crianças entre 16 e 30 meses. Consiste em 20 perguntas aos pais sobre o comportamento da criança. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda sua aplicação em consultas de rotina na atenção primária.
Os dois pilares são: 1) Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos; 2) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
A gravidade é classificada em Nível 1 (exige apoio), Nível 2 (exige apoio substancial) e Nível 3 (exige apoio muito substancial), baseando-se no grau de prejuízo na comunicação social e nos comportamentos restritivos.
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