INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um lactente de 9 meses, nascido a termo, é trazido pela mãe ao hospital, que relata estar preocupada com o comportamento do filho, que é diferente do comportamento dos outros dois irmãos. A mãe também relata que o menino não estende os braços para pedir colo e que tem apresentado pouco contato visual quando estimulado. A história familiar mostra um tio paterno com Transtorno de Espectro Autista.Na avaliação, o médico nota o bebê irritado, com choro persistente ao ser examinado, e registra que seu desenvolvimento motor e seu estado nutricional estão adequados para a idade.Considerando-se esse quadro clínico, a conduta médica imediata a ser adotada diante do relato da mãe é
Bebê < 1 ano com sinais de alerta para TEA (contato visual ↓, não pedir colo) → iniciar estímulos precoces e acompanhamento rigoroso.
Sinais de alerta para Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem surgir antes dos 12 meses. A ausência de gestos sociais (como estender os braços para colo) e contato visual reduzido são indicativos. A conduta imediata é iniciar intervenção precoce e monitoramento, não apenas tranquilizar ou medicar.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Embora o diagnóstico definitivo geralmente ocorra mais tarde, os sinais de alerta podem ser observados em lactentes, muitas vezes antes dos 12 meses de idade. A história familiar de TEA aumenta o risco. No caso de um lactente de 9 meses, a preocupação da mãe com o comportamento 'diferente', a falta de extensão dos braços para pedir colo (um gesto social importante) e o pouco contato visual são sinais de alerta significativos. A irritabilidade e o choro persistente também podem ser manifestações de dificuldades de regulação emocional ou sensorial, comuns no TEA. O desenvolvimento motor e nutricional adequado não exclui o TEA. Diante desses sinais, a conduta médica imediata é iniciar estímulos precoces e agendar um breve retorno para reavaliação. A intervenção precoce é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o prognóstico da criança. O encaminhamento para neuropediatria e geneticista é uma etapa posterior, após a observação e o início das intervenções. Tranquilizar a mãe sem ação ou iniciar medicação como risperidona (indicada para irritabilidade em TEA > 5 anos) são condutas inadequadas neste momento.
Sinais incluem contato visual reduzido, falta de resposta ao nome, ausência de sorriso social, não estender os braços para ser pego e pouca interação social.
A intervenção precoce, iniciada assim que os sinais de alerta são identificados, pode melhorar significativamente o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental da criança.
Após a identificação de sinais de alerta e o início de estímulos precoces, o encaminhamento para neuropediatra e equipe multiprofissional é indicado para avaliação diagnóstica e plano terapêutico.
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