Sinais Precoces de Autismo em Bebês: Identificação e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um lactente de 9 meses, nascido a termo, é trazido pela mãe ao hospital, que relata estar preocupada com o comportamento do filho, que é diferente do comportamento dos outros dois irmãos. A mãe também relata que o menino não estende os braços para pedir colo e que tem apresentado pouco contato visual quando estimulado. A história familiar mostra um tio paterno com Transtorno de Espectro Autista.Na avaliação, o médico nota o bebê irritado, com choro persistente ao ser examinado, e registra que seu desenvolvimento motor e seu estado nutricional estão adequados para a idade.Considerando-se esse quadro clínico, a conduta médica imediata a ser adotada diante do relato da mãe é

Alternativas

  1. A) encaminhar o paciente para a neuropediatria e para um geneticista.
  2. B) iniciar estímulos precoces e agendar breve retorno.
  3. C) tranquilizar a mãe e manter o bebê em consultas de rotina de puericultura.
  4. D) iniciar uso de risperidona e encaminhar o paciente para uma equipe multiprofissional. 

Pérola Clínica

Bebê < 1 ano com sinais de alerta para TEA (contato visual ↓, não pedir colo) → iniciar estímulos precoces e acompanhamento rigoroso.

Resumo-Chave

Sinais de alerta para Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem surgir antes dos 12 meses. A ausência de gestos sociais (como estender os braços para colo) e contato visual reduzido são indicativos. A conduta imediata é iniciar intervenção precoce e monitoramento, não apenas tranquilizar ou medicar.

Contexto Educacional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Embora o diagnóstico definitivo geralmente ocorra mais tarde, os sinais de alerta podem ser observados em lactentes, muitas vezes antes dos 12 meses de idade. A história familiar de TEA aumenta o risco. No caso de um lactente de 9 meses, a preocupação da mãe com o comportamento 'diferente', a falta de extensão dos braços para pedir colo (um gesto social importante) e o pouco contato visual são sinais de alerta significativos. A irritabilidade e o choro persistente também podem ser manifestações de dificuldades de regulação emocional ou sensorial, comuns no TEA. O desenvolvimento motor e nutricional adequado não exclui o TEA. Diante desses sinais, a conduta médica imediata é iniciar estímulos precoces e agendar um breve retorno para reavaliação. A intervenção precoce é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o prognóstico da criança. O encaminhamento para neuropediatria e geneticista é uma etapa posterior, após a observação e o início das intervenções. Tranquilizar a mãe sem ação ou iniciar medicação como risperidona (indicada para irritabilidade em TEA > 5 anos) são condutas inadequadas neste momento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para Transtorno do Espectro Autista em lactentes?

Sinais incluem contato visual reduzido, falta de resposta ao nome, ausência de sorriso social, não estender os braços para ser pego e pouca interação social.

Qual a importância da intervenção precoce no Transtorno do Espectro Autista?

A intervenção precoce, iniciada assim que os sinais de alerta são identificados, pode melhorar significativamente o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental da criança.

Quando encaminhar um lactente com suspeita de TEA para especialistas?

Após a identificação de sinais de alerta e o início de estímulos precoces, o encaminhamento para neuropediatra e equipe multiprofissional é indicado para avaliação diagnóstica e plano terapêutico.

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