FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Lactente de 2 anos é trazido em consulta pois a mãe acha que seu desenvolvimento é diferente dos colegas da escola. Segundo ela, ele fala muito pouco, brinca com o mesmo brinquedo por horas e sozinho, tem poucos amigos na escola, repete apenas o que a mãe fala. Durante a consulta ele não troca olhares com a mãe ou com o pediatra. De história pregressa, andou com 16 meses e teve alguns episódios de infecção de vias aéreas, sem internações. Baseado na história, qual o diagnóstico mais provável:
Déficit social + comportamentos repetitivos + sem contato visual = TEA.
O diagnóstico de TEA é clínico, baseado em déficits persistentes na comunicação social e padrões restritos/repetitivos de comportamento.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por uma díade de prejuízos: na comunicação/interação social e na presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento. O diagnóstico precoce, idealmente antes dos 24 meses, permite intervenções terapêuticas que aproveitam a plasticidade cerebral, melhorando significativamente o prognóstico a longo prazo. Ferramentas de rastreio como o M-CHAT são fundamentais na atenção primária.
Os sinais incluem ausência de contato visual, não responder ao nome, atraso na fala ou ecolalia (repetir frases), falta de brincadeira funcional ou simbólica, e preferência por brincar sozinho de forma repetitiva.
Não. O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico e observacional, baseado nos critérios do DSM-5. Exames de imagem ou genéticos podem ser solicitados apenas para investigar causas secundárias ou comorbidades associadas.
Ecolalia é a repetição de palavras ou frases ditas por outras pessoas. No TEA, pode ser imediata ou tardia e reflete dificuldades no desenvolvimento da linguagem funcional e na comunicação social.
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