Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
Sobre a apresentação clínica de uma criança portadora de transtorno de espectro autista na infância, qual característica é provável de se encontrar?
TEA na infância → padrões restritos/repetitivos de comportamento, incluindo movimentos estereotipados.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Movimentos corporais estereotipados são uma manifestação comum desses padrões repetitivos.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é fundamental para intervenções que melhorem o prognóstico. As manifestações clínicas variam amplamente em gravidade e apresentação, daí o termo "espectro". As características clínicas do TEA na infância incluem dificuldades em iniciar ou manter interações sociais recíprocas, uso atípico de comunicação não verbal (como contato visual e gestos), e dificuldade em desenvolver e manter relacionamentos. No domínio dos padrões restritos e repetitivos, observam-se movimentos corporais estereotipados (ex: flapping das mãos), insistência na rotina e resistência a mudanças, interesses altamente restritos e fixos, e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais. O diagnóstico do TEA é clínico, baseado na observação do comportamento e na história do desenvolvimento da criança, conforme critérios do DSM-5. É crucial diferenciar o TEA de outros transtornos do desenvolvimento. O manejo envolve uma abordagem multidisciplinar com terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional e, em alguns casos, medicação para sintomas específicos, visando melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade da criança.
O Transtorno do Espectro Autista afeta principalmente dois domínios: déficits persistentes na comunicação social e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Os movimentos estereotipados em crianças com TEA podem incluir balançar o corpo, agitar as mãos (flapping), girar objetos, alinhar brinquedos ou repetir frases (ecolalia), e são parte dos comportamentos repetitivos característicos.
Crianças com TEA frequentemente apresentam dificuldades significativas para desenvolver e manter amizades com seus pares e para sustentar conversações recíprocas, devido aos déficits na comunicação e interação social.
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