AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio neurobiológico com início na primeira infância. Sua apresentação pode variar significativamente de um indivíduo para outro, bem como ao longo do desenvolvimento. A queixa mais frequente dos pais de criança com TEA no segundo ou terceiro ano de vida é
TEA: atraso de fala + ausência de comunicação não verbal compensatória é queixa comum.
A queixa mais frequente dos pais de crianças com TEA no segundo ou terceiro ano de vida é o atraso no desenvolvimento da fala, especialmente quando acompanhado pela ausência de tentativas de comunicação não verbal para compensar essa dificuldade, como apontar ou gesticular.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é fundamental para intervenções que melhorem o prognóstico. O início dos sintomas ocorre na primeira infância, geralmente antes dos 3 anos de idade. A fisiopatologia do TEA é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento cerebral. Clinicamente, a queixa mais frequente dos pais no segundo ou terceiro ano de vida é o atraso no desenvolvimento da fala, que se torna ainda mais preocupante quando a criança não tenta compensar essa dificuldade com gestos, apontar ou outras formas de comunicação não verbal. Essa ausência de comunicação social recíproca é um marcador importante. O diagnóstico do TEA é clínico, baseado na observação do comportamento e no histórico de desenvolvimento, utilizando critérios do DSM-5. A intervenção precoce, que inclui terapias comportamentais, fonoaudiologia e terapia ocupacional, é crucial para otimizar o desenvolvimento da criança e melhorar suas habilidades sociais e comunicativas. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para o manejo do TEA ao longo da vida.
A queixa mais frequente dos pais de crianças com TEA no segundo ou terceiro ano de vida é o atraso para falar, acompanhado pela ausência de tentativas de compensação pela comunicação não verbal, como apontar para objetos de interesse ou gesticular.
Além do atraso na fala e na comunicação não verbal, outros sinais precoces incluem dificuldade em manter contato visual, falta de resposta ao nome, ausência de sorriso social, brincadeiras repetitivas e restritas, e falta de interesse em interagir com outras crianças.
A ausência de comunicação não verbal compensatória é um sinal crucial porque indica uma falha na intenção de se comunicar e compartilhar experiências, que é uma característica central do TEA, diferenciando-o de outros atrasos de fala isolados.
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