CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Pré escolar de dois anos é levado a consulta por seus pais, por apresentar atraso de linguagem; perda do uso da fala, uso de palavras isoladas, reação ausente ou tardia quando chamam seu nome, ausência de interesse social, brinca fazendo movimentos estereotipados, evita contatos físicos e visuais. Nasceu de parto prematuro 32 semanas, permaneceu UTI neonatal por 6 semanas, devido sepse tardia, sem necessidade de ventilação mecânica. Exame físico normal, hipótese diagnostica provável é:
Pré-escolar com atraso/regressão de fala, déficit social e comportamentos estereotipados → suspeitar de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O quadro clínico de um pré-escolar de 2 anos com atraso de linguagem, perda de fala, ausência de interesse social, evitação de contato visual e brincadeiras estereotipadas é altamente sugestivo de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora a prematuridade seja um fator de risco para atrasos no desenvolvimento, a combinação específica desses sintomas aponta para o TEA.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimento complexa, caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, e o diagnóstico precoce é fundamental para o início de intervenções que podem melhorar significativamente o prognóstico da criança. Os sinais de alerta para TEA podem ser observados já nos primeiros anos de vida. Em pré-escolares, a preocupação surge frequentemente com atrasos na aquisição da linguagem, perda de habilidades de fala previamente adquiridas, dificuldade em responder ao nome, ausência de contato visual, falta de interesse em interagir com pares ou adultos, e a presença de comportamentos estereotipados ou repetitivos, como balançar o corpo ou alinhar objetos. O diagnóstico é clínico, baseado na observação do comportamento e na história do desenvolvimento, utilizando critérios como os do DSM-5. É essencial que os profissionais de saúde estejam atentos a esses sinais e encaminhem a criança para avaliação especializada. Embora fatores como a prematuridade e complicações neonatais possam aumentar o risco de TEA, a apresentação clínica é a chave para o diagnóstico, permitindo o acesso a terapias multidisciplinares que visam desenvolver habilidades de comunicação, sociais e adaptativas.
Os principais sinais incluem atraso ou regressão na linguagem, ausência de contato visual, falta de interesse em interações sociais, não responder ao nome, brincadeiras repetitivas ou estereotipadas, e apego excessivo a rotinas ou objetos.
A prematuridade, especialmente em casos de muito baixo peso ao nascer ou complicações neonatais como sepse, é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de TEA e outros atrasos no neurodesenvolvimento. No entanto, a prematuridade por si só não é diagnóstica de TEA, mas aumenta a vigilância.
O diagnóstico precoce do TEA é crucial porque permite o início de intervenções terapêuticas comportamentais e educacionais o mais cedo possível. Essas intervenções podem melhorar significativamente o desenvolvimento da comunicação, habilidades sociais e comportamentos adaptativos da criança, otimizando seu prognóstico a longo prazo.
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