UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Criança de 2 anos e 8 meses foi trazida à consulta por atraso na aquisição da fala. Em seu histórico, não havia registro de intercorrências na gestação, no parto e no período neonatal. Os pais informaram que o filho vinha se desenvolvendo bem até a idade de 1 ano e 6 meses, quando foi constatada piora na interação e qualidade do olhar, tendo começado a ficar alheio às outras crianças. Com base no quadro, assinale a assertiva correta.
Autismo = déficits persistentes comunicação/interação social + padrões restritos/repetitivos de comportamentos/interesses.
O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) baseia-se em critérios clínicos que incluem déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A presença de um repertório restrito de interesses é um dos pilares diagnósticos, conforme o DSM-5.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A epidemiologia aponta uma prevalência crescente, sendo mais comum em meninos do que em meninas. A importância clínica reside no diagnóstico precoce e na intervenção terapêutica para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança. A fisiopatologia do TEA é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento cerebral. O diagnóstico é clínico, baseado na observação do comportamento e na história do desenvolvimento, utilizando critérios como os do DSM-5. A questão descreve uma criança com atraso na fala e piora na interação social e qualidade do olhar, além de se tornar alheia a outras crianças, o que são sinais clássicos de TEA. A presença de um repertório restrito de interesses é um dos critérios essenciais para a confirmação diagnóstica. O manejo do TEA é multidisciplinar, envolvendo terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte educacional. É fundamental desmistificar a ideia de que o diagnóstico precisa esperar uma idade específica, pois a intervenção precoce é crucial. Além disso, é importante saber que a prevalência de epilepsia é significativamente maior em crianças com autismo do que na população geral, e que o TEA é mais frequente em meninos. A assertiva correta foca em um dos critérios diagnósticos fundamentais, o que é um ponto-chave para a compreensão do transtorno.
Os principais sinais incluem atraso ou ausência de fala, dificuldade em iniciar ou manter interações sociais, contato visual limitado, falta de reciprocidade social, interesses restritos e repetitivos, e comportamentos estereotipados. A regressão de habilidades previamente adquiridas também é um sinal importante.
Significa que a criança pode ter interesses muito específicos e intensos, dedicando grande parte do seu tempo e atenção a eles, com dificuldade em se envolver em outras atividades ou em mudar o foco. Isso é um dos critérios diagnósticos do Transtorno do Espectro Autista.
Não há uma idade mínima. Embora os sinais possam se tornar mais evidentes por volta dos 18-24 meses, o diagnóstico pode ser feito a partir dos 12-18 meses por profissionais experientes, especialmente em casos de regressão de desenvolvimento ou sinais precoces marcantes.
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