Transtorno do Espectro Autista: Aspectos da Comunicação

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças e adolescentes, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Aspectos específicos da comunicação da criança autista incluem o atraso na aquisição da fala, anormalidade na prosódia e disabstração.
  2. B) A grande dificuldade diagnóstica se dá pela instalação tardia dos sintomas, frequentemente após os 10 anos de idade, momento em que a abstração facilita a expressão clínica do quadro.
  3. C) Existe um diagnóstico diferencial difícil com o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade pela dificuldade de foco, interesses amplos e efêmeros e transições comportamentais rápidas e fugazes.
  4. D) Embora a criança tenha dificuldade nos comportamentos comunicativos não verbais (linguagem corporal e olhar), há facilidade do indivíduo comprometido em estabelecer relacionamentos imaginativos com outras crianças de menor idade, com uma rica comunicação verbal fantasiosa.
  5. E) A doença apresenta-se com diferentes graus de comprometimento em cada sujeito, mas com nítida prevalência no sexo feminino.

Pérola Clínica

TEA → Atraso na fala, prosódia anormal e dificuldade de abstração são marcadores de comunicação.

Resumo-Chave

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. A alternativa correta descreve aspectos cruciais da comunicação em indivíduos com TEA, como atraso na fala, prosódia atípica e dificuldade com conceitos abstratos (disabstração).

Contexto Educacional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência tem aumentado, e o diagnóstico precoce é fundamental para intervenções eficazes. O espectro é vasto, variando em gravidade e apresentação clínica, o que exige uma avaliação cuidadosa e individualizada. A fisiopatologia do TEA é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais que afetam o desenvolvimento cerebral, especialmente em áreas relacionadas à cognição social, linguagem e processamento sensorial. Os critérios diagnósticos, conforme o DSM-5, focam em dois domínios principais: déficits na comunicação e interação social (ex: reciprocidade socioemocional, comportamentos comunicativos não verbais, desenvolvimento de relacionamentos) e padrões restritos e repetitivos de comportamento (ex: movimentos estereotipados, adesão inflexível a rotinas, interesses fixos, hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais). A intervenção precoce, baseada em terapias comportamentais e educacionais intensivas, é crucial para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos indivíduos com TEA. O manejo é multidisciplinar, envolvendo pediatras, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. É importante desmistificar a ideia de que todos os autistas são iguais; a heterogeneidade do espectro exige abordagens personalizadas e foco nas forças e desafios de cada indivíduo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais desafios de comunicação no TEA?

Os desafios incluem atraso ou ausência de fala, dificuldade em iniciar e manter conversações, uso repetitivo da linguagem (ecolalia), prosódia atípica (tom de voz monótono ou incomum) e dificuldade em compreender e usar a linguagem não verbal.

O que significa disabstração no contexto do autismo?

Disabstração refere-se à dificuldade de indivíduos com TEA em compreender e aplicar conceitos abstratos, metáforas, sarcasmo e ideias que não são literais, preferindo o pensamento concreto e literal.

O TEA é mais comum em meninos ou meninas?

O TEA é significativamente mais prevalente no sexo masculino, com uma proporção de aproximadamente 4:1 em relação ao sexo feminino, embora as meninas possam ser subdiagnosticadas devido a apresentações mais sutis.

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