FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Pré-escolar, 3 anos e 6 meses, masculino é levado por mãe ao ambulatório de pediatra com queixa que seu filho não olha nos olhos das pessoas, não consegue brincar com outas crianças e passa muitas horas agitando as mãos. Diante desse relato, o pediatra considera a possibilidade de transtorno do espectro autista. Para corroborar essa hipótese, durante a anamneses deve-se buscar informações sobre o(a):
TEA → Déficits persistentes na comunicação social e interação + padrões restritos/repetitivos de comportamento.
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é clínico e baseado na observação de déficits em duas áreas principais: comunicação e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Atrasos na linguagem e dificuldades de iniciar conversas são marcadores cruciais.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado, tornando o reconhecimento precoce essencial para pediatras e profissionais de saúde. A identificação precoce permite intervenções terapêuticas que podem melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida. A fisiopatologia do TEA é complexa e multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, e requer uma avaliação abrangente do desenvolvimento da criança. Sinais como atraso na fala, dificuldade em iniciar ou manter conversações, falta de contato visual, ausência de reciprocidade social e comportamentos estereotipados (como agitar as mãos) são cruciais para a suspeita diagnóstica. O tratamento do TEA é multidisciplinar e focado em terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional e, em alguns casos, medicação para sintomas associados. O prognóstico é variável e depende da gravidade dos sintomas e da precocidade da intervenção. É vital que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a identificar os sinais de alerta e encaminhar adequadamente para avaliação especializada, desmistificando informações incorretas sobre suas causas.
Os primeiros sinais de alerta para o TEA incluem atraso na linguagem, dificuldade em fazer contato visual, falta de resposta ao nome, ausência de brincadeiras de faz de conta e comportamentos repetitivos. A observação desses sinais deve levar à avaliação pediátrica.
A anamnese é fundamental para coletar informações detalhadas sobre o desenvolvimento da criança, incluindo marcos de linguagem, interação social, padrões de brincadeira e presença de comportamentos repetitivos. Ela guia a suspeita clínica e a necessidade de avaliação especializada.
A diferenciação do TEA de outros atrasos de desenvolvimento envolve uma avaliação multidisciplinar que considera a tríade de déficits (comunicação social, interação social e padrões restritos/repetitivos). Outros atrasos podem afetar apenas uma área, enquanto o TEA afeta a interação complexa entre elas.
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