HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Lactente de 24 meses de idade, sexo masculino, é trazido à consulta pela mãe com a queixa de que a criança, que já falava algumas palavras desde os 13 meses, deixou de falar. Você percebe que a criança não faz contato olho a olho e não responde a pequenos comandos, como para buscar algum brinquedo. Além disso, não brinca de maneira habitual com seus brinquedos. A hipótese diagnóstica mais provável é
Regressão da fala + ↓ contato visual + ↓ interação social em lactente → Suspeita de Transtorno Espectro Autista.
A regressão de marcos de desenvolvimento, especialmente a perda de habilidades de linguagem e sociais, é um sinal de alerta importante para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ausência de contato visual e padrões de brincadeira atípicos reforçam essa hipótese.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência tem aumentado, e o reconhecimento precoce dos sinais é fundamental para a intervenção. Os sinais de TEA podem ser observados desde os primeiros anos de vida. No caso apresentado, a regressão da fala (perda de palavras já adquiridas), a ausência de contato olho a olho, a falta de resposta a comandos e a brincadeira atípica são marcadores clássicos. Outros sinais incluem a ausência de sorriso social, não apontar para objetos de interesse, e hipo ou hiper-reatividade a estímulos sensoriais. O diagnóstico do TEA é clínico, baseado na observação do comportamento e na história do desenvolvimento. A intervenção precoce, que envolve terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional e outras abordagens multidisciplinares, é crucial para otimizar o desenvolvimento da criança e melhorar sua qualidade de vida.
Sinais incluem dificuldade de contato visual, ausência de resposta ao nome, atraso ou regressão da fala, falta de interesse em interações sociais, brincadeiras repetitivas e restritas, e dificuldade em compartilhar atenção.
Sim, a regressão de marcos, especialmente na linguagem e habilidades sociais, é um sinal de alerta significativo e ocorre em uma parcela das crianças com TEA, geralmente entre 12 e 24 meses de idade.
O diagnóstico precoce permite o início de intervenções terapêuticas intensivas e multidisciplinares, que são mais eficazes em idades mais jovens para promover o desenvolvimento de habilidades e melhorar o prognóstico a longo prazo.
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