Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é complexo e exige uma avaliação multiprofissional abrangente. Considerando os métodos e ferramentas utilizados no diagnóstico do TEA, qual das seguintes afirmações está CORRETA?

Alternativas

  1. A) O diagnóstico do TEA é baseado exclusivamente em critérios comportamentais, dispensando a avaliação de outras áreas do desenvolvimento, como a linguagem e a cognição.
  2. B) A aplicação de escalas e questionários padronizados, como o M-CHAT e a CARS, é suficiente para o diagnóstico definitivo do TEA, sem a necessidade de observação clínica.
  3. C) A avaliação do TEA deve incluir a observação do comportamento da criança em diferentes contextos, a entrevista com os pais ou cuidadores e a aplicação de instrumentos de avaliação padronizados.
  4. D) O diagnóstico do TEA deve ser realizado o mais precocemente possível, idealmente nos primeiros meses de vida, para que a intervenção seja iniciada antes dos 3 anos de idade.
  5. E) A ressonância magnética e o eletroencefalograma são exames essenciais para o diagnóstico do TEA, sendo utilizados para identificar alterações neurológicas específicas.

Pérola Clínica

Diagnóstico de TEA = Observação clínica + Entrevista + Instrumentos padronizados.

Resumo-Chave

O diagnóstico do TEA é clínico e baseado em déficits na comunicação social e padrões restritos/repetitivos de comportamento, exigindo múltiplas fontes de informação.

Contexto Educacional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social. O diagnóstico precoce é fundamental para o início das intervenções (como a terapia ABA), que aproveitam a plasticidade cerebral nos primeiros anos de vida para melhorar o prognóstico funcional a longo prazo.

Perguntas Frequentes

O diagnóstico de TEA pode ser feito apenas com escalas?

Não. Escalas como o M-CHAT (rastreio) e a CARS (auxílio diagnóstico) são ferramentas complementares importantes, mas não substituem o julgamento clínico. O diagnóstico definitivo requer uma avaliação detalhada da história do desenvolvimento e observação direta do comportamento da criança.

Qual a importância da avaliação multiprofissional no TEA?

Como o TEA afeta diversas áreas (linguagem, interação social, motricidade e processamento sensorial), a equipe multiprofissional (pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional) permite uma visão holística das necessidades da criança, essencial para o planejamento terapêutico individualizado.

Exames laboratoriais ou de imagem são necessários para o diagnóstico?

Não existem biomarcadores ou achados de imagem específicos para o TEA. Exames como Ressonância Magnética, EEG ou testes genéticos são solicitados apenas se houver suspeita de condições associadas, como crises convulsivas, micro/macrocefalia ou síndromes genéticas específicas.

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