IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é complexo e exige uma avaliação multiprofissional abrangente. Considerando os métodos e ferramentas utilizados no diagnóstico do TEA, qual das seguintes afirmações está CORRETA?
Diagnóstico de TEA = Observação clínica + Entrevista + Instrumentos padronizados.
O diagnóstico do TEA é clínico e baseado em déficits na comunicação social e padrões restritos/repetitivos de comportamento, exigindo múltiplas fontes de informação.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social. O diagnóstico precoce é fundamental para o início das intervenções (como a terapia ABA), que aproveitam a plasticidade cerebral nos primeiros anos de vida para melhorar o prognóstico funcional a longo prazo.
Não. Escalas como o M-CHAT (rastreio) e a CARS (auxílio diagnóstico) são ferramentas complementares importantes, mas não substituem o julgamento clínico. O diagnóstico definitivo requer uma avaliação detalhada da história do desenvolvimento e observação direta do comportamento da criança.
Como o TEA afeta diversas áreas (linguagem, interação social, motricidade e processamento sensorial), a equipe multiprofissional (pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional) permite uma visão holística das necessidades da criança, essencial para o planejamento terapêutico individualizado.
Não existem biomarcadores ou achados de imagem específicos para o TEA. Exames como Ressonância Magnética, EEG ou testes genéticos são solicitados apenas se houver suspeita de condições associadas, como crises convulsivas, micro/macrocefalia ou síndromes genéticas específicas.
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