UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
O transtorno do espectro autista (TEA) deve ser rastreado em todas as crianças entre 18 e 24 meses no intuito de identificar sinais e sintomas do transtorno, possibilitando a instauração de intervenções extremamente importantes, uma vez que a resposta é tão mais significativa quanto mais precocemente instituídas. Sobre o TEA, analise as assertivas abaixo.I. Um fator que contribui para seletividade alimentar no TEA é a sensibilidade sensorial.II. Crianças com TEA podem apresentar dificuldades para organizar e processar informações e para estabelecer prioridades para a execução de tarefas.III. Os critérios diagnósticos do autismo incluem prejuízos persistentes na interação social, na comunicação verbal e não verbal, no repertório de interesses e atividades.IV. O tratamento deve ser focado no desenvolvimento de habilidades sociais e de motivações, ensinando habilidades de independência e autonomia.V. São comorbidades que podem ser associadas ao TEA: depressão, ansiedade, epilepsia, distúrbios específicos de linguagem e mutismo seletivo. Estão corretas as assertivas corretas
TEA: prejuízos persistentes na interação social/comunicação + padrões restritos/repetitivos. Rastreamento precoce e intervenção multidisciplinar são cruciais.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um neurodesenvolvimento complexo com manifestações variadas. Todas as assertivas estão corretas, abrangendo desde a sensibilidade sensorial e dificuldades executivas até os critérios diagnósticos do DSM-5, a importância do tratamento focado em habilidades e as diversas comorbidades associadas, ressaltando a necessidade de rastreamento e intervenção precoces.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, e o rastreamento precoce entre 18 e 24 meses é fundamental para identificar sinais e sintomas, permitindo a instauração de intervenções que são mais eficazes quando iniciadas precocemente. A compreensão das diversas manifestações do TEA é essencial para profissionais de saúde. As características do TEA são variadas e incluem a sensibilidade sensorial, que pode contribuir para seletividade alimentar, e dificuldades nas funções executivas, como organização e processamento de informações. Os critérios diagnósticos do DSM-5 são a base para o diagnóstico, focando nos déficits persistentes na interação social e comunicação, e nos padrões restritos e repetitivos. O tratamento é multidisciplinar e deve ser focado no desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação, independência e autonomia, adaptado às necessidades individuais de cada criança. Além disso, é importante reconhecer as comorbidades frequentemente associadas ao TEA, como depressão, ansiedade, epilepsia, distúrbios de linguagem e mutismo seletivo, que exigem manejo específico. Para residentes, o conhecimento aprofundado sobre o TEA, desde o rastreamento e diagnóstico até as estratégias de intervenção e manejo das comorbidades, é vital para oferecer um cuidado integral e de qualidade a essa população, melhorando significativamente seus desfechos e integração social.
Os critérios diagnósticos do DSM-5 para TEA incluem prejuízos persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Ambos os conjuntos de critérios devem estar presentes desde a primeira infância e causar prejuízo clinicamente significativo no funcionamento diário.
A intervenção precoce é crucial porque o cérebro da criança é mais plástico nos primeiros anos de vida, permitindo que as intervenções tenham um impacto mais significativo no desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas e adaptativas. Isso pode melhorar o prognóstico a longo prazo e a qualidade de vida do indivíduo com TEA.
As comorbidades mais comuns associadas ao TEA incluem transtornos de ansiedade, depressão, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), epilepsia, distúrbios específicos de linguagem, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e problemas gastrointestinais. O manejo dessas condições é parte integrante do plano de tratamento global.
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