ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um pré-escolar com 2 anos e 8 meses apresentou alteração em seu comportamento. Rapidamente regrediu, deixando de falar, evitando contato com outras pessoas, à exceção de uma prima, não correspondendo a afetos e fugindo de contato visual. Passou a apresentar comportamentos repetitivos, ficando todo o tempo com o mesmo brinquedo (uma chave de armário), alinhando brinquedos, não aceitando mudanças e mostrando-se seletivo em relação à alimentação. Nesse caso, a associação correta é:
TEA = Déficits na comunicação/interação social + Padrões restritos/repetitivos de comportamento.
O diagnóstico de TEA exige a presença de critérios em dois domínios: comunicação social e padrões de comportamento, onde rituais e resistência a mudanças são marcos fundamentais.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por prejuízos persistentes na comunicação social e na interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação direta e no relato dos cuidadores, utilizando critérios padronizados como os do DSM-5 ou CID-11. É fundamental que o médico identifique precocemente os sinais de alerta, como a regressão de marcos do desenvolvimento (perda de fala ou contato social), que frequentemente ocorre entre os 12 e 24 meses de idade. O tratamento é multidisciplinar e focado em intervenções comportamentais e educacionais para maximizar a funcionalidade e a independência da criança.
O comportamento ritualizado no Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por uma adesão inflexível a rotinas específicas e padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal. Isso se manifesta como sofrimento extremo diante de pequenas mudanças, dificuldades com transições ou a necessidade de seguir caminhos e comer alimentos exatamente da mesma maneira todos os dias. No caso clínico apresentado, a não aceitação de mudanças ilustra perfeitamente esse critério diagnóstico.
As estereotipias são movimentos motores, uso de objetos ou fala repetitivos e estereotipados (como alinhar brinquedos ou ecolalia). Já os interesses fixos e altamente restritos referem-se a uma intensidade ou foco anormal em interesses específicos, como o apego excessivo a objetos incomuns (ex: uma chave de armário). Embora ambos façam parte do mesmo domínio diagnóstico no DSM-5, eles descrevem manifestações comportamentais distintas do espectro.
Manifesta-se por déficits persistentes na reciprocidade socioemocional, em comportamentos comunicativos não verbais (como contato visual e linguagem corporal) e na dificuldade em desenvolver, manter e compreender relacionamentos. No exemplo citado, o contato restrito apenas a uma pessoa e a fuga do contato visual são evidências claras desse déficit, que deve estar presente desde o início do desenvolvimento para o diagnóstico de TEA.
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