HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Lactente de 2 anos é trazido em consulta pois a mãe acha que seu desenvolvimento é diferente dos colegas da escola. Segundo ela, ele fala muito pouco, brinca com o mesmo brinquedo por horas e sozinho, tem poucos amigos na escola, repete apenas o que a mãe fala. Durante a consulta ele não troca olhares com a mãe ou com o pediatra. De história pregressa, andou com 16 meses e teve alguns episódios de infecção de vias aéreas, sem internações. Baseado na história, qual o diagnóstico mais provável:
Dificuldade interação social + comunicação verbal limitada + comportamentos repetitivos → suspeitar de TEA.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Os sinais podem ser notados precocemente, como atraso na fala, brincadeiras solitárias e falta de contato visual.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado, e o reconhecimento precoce é fundamental para a intervenção. O TEA abrange um espectro de apresentações, variando em gravidade e manifestações. O diagnóstico do TEA é clínico, baseado na observação do comportamento da criança e na história relatada pelos pais, conforme os critérios do DSM-5. Os sinais de alerta incluem atraso na aquisição da linguagem, dificuldade em iniciar ou manter interações sociais, falta de contato visual, ausência de brincadeiras de faz de conta, interesses restritos e comportamentos repetitivos (estereotipias). É importante diferenciar o TEA de outros atrasos de desenvolvimento, embora possam coexistir. O manejo do TEA é multidisciplinar e focado em terapias comportamentais (ABA), fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicoterapia. A intervenção precoce é crucial para maximizar o potencial de desenvolvimento da criança, melhorar a comunicação e as habilidades sociais, e adaptar o ambiente para suas necessidades. O prognóstico é variável e depende da gravidade dos sintomas e da resposta às intervenções.
O TEA é diagnosticado com base em déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme o DSM-5.
Os sinais de TEA podem ser percebidos já nos primeiros 12-24 meses de vida, como falta de contato visual, ausência de balbucio ou gestos sociais, atraso na fala, falta de resposta ao nome e brincadeiras repetitivas.
A intervenção precoce, iniciada assim que o diagnóstico é suspeito ou confirmado, é crucial para otimizar o desenvolvimento da criança, melhorar as habilidades sociais e de comunicação, e reduzir a intensidade dos comportamentos desafiadores.
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