Fatores de Risco no Transtorno do Espectro Autista (TEA)

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um pré-escolar de 3 anos de idade foi trazido pela mãe para avaliação de rotina. Ela relata que a criança tem apresentado comportamento anormal em relação a outras crianças da mesma idade. Notou que, até os 18 meses de vida, estava tudo bem, mas depois começou perder algumas habilidades de linguagem e interação social. Atualmente, apresenta dificuldades em manter contato visual, isola-se em seu próprio mundo, demonstra interesse excessivo por carrinhos e alinha-os em filas, e quando está feliz, gosta de bater Palmas. Também tem crises de choro e birra frequentes, com dificuldade em se acalmar. A criança nasceu a termo, sem intercorrências perinatais. Os pais são jovens e saudáveis, não consanguíneos. Ao exame fisico, apresenta bom estado geral, hidratado, corado, eupneico, movimenta-se de um lado para o outro. Os sinais vitais são FC = 80 bpm. FR - 23 irpm. SatO2 = 99% em ar ambiente. Ausculta cardiaca e respiratória normais. Abdome globoso, flácido, indolor a palpação, sem visceromegalias. O exame neurológico mostra marcha com base alargada, dificuldade em realizar movimentos alternados rápidos com as mãos. reflexos profundos normais e simétricos. Cabeça e pescoço com fontanelas fechadas, ausência de dismorfias faciais. Movimentação ocular normal. Pele sem lesões. A avaliação neurológica é normal, porém o eletroencefalograma mostrou alterações inespecificas. Qual aspecto não é considerado um fator de risco específico para o diagnóstico do caso clínico apresentado?

Alternativas

  1. A) Idade paterna avançada.
  2. B) História familiar de transtornos neurológicos do desenvolvimento.
  3. C) Uso de telas na infância.
  4. D) Sexo masculino.

Pérola Clínica

TEA = Déficits sociais + Padrões repetitivos. Telas são fatores ambientais, não riscos etiológicos primários.

Resumo-Chave

O TEA possui etiologia multifatorial com forte componente genético; idade paterna avançada e sexo masculino são riscos clássicos, enquanto o uso de telas não é causa do transtorno.

Contexto Educacional

O diagnóstico de TEA é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, focando em déficits na comunicação social e presença de comportamentos restritivos/repetitivos. A compreensão dos fatores de risco é essencial para o aconselhamento genético e para desmistificar teorias infundadas que geram culpa nos cuidadores, como a relação causal com vacinas ou telas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o TEA?

Os principais fatores de risco incluem a hereditariedade (história familiar de transtornos do neurodesenvolvimento), o sexo masculino (proporção de aproximadamente 4:1), a idade paterna e materna avançada no momento da concepção, e certas condições genéticas (como Síndrome do X Frágil). Prematuridade e baixo peso ao nascer também são citados na literatura como fatores contribuintes.

O uso de telas pode causar autismo?

Não há evidências científicas de que o uso de telas cause o Transtorno do Espectro Autista. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento com bases biológicas e genéticas presentes desde o nascimento. No entanto, a exposição excessiva a telas pode exacerbar dificuldades de interação social e atrasos de linguagem em crianças já vulneráveis ou com o diagnóstico.

Como identificar a regressão de habilidades no TEA?

A regressão ocorre tipicamente entre os 15 e 24 meses, onde a criança perde habilidades de linguagem (palavras já adquiridas) ou sociais (contato visual, resposta ao nome). Esse fenômeno é um sinal de alerta importante que exige avaliação imediata por especialista, embora não ocorra em todos os casos de TEA.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo