SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Menino, 2 anos de idade, é levado ao pediatra por sua mãe, preocupada porque o menor não fala nem atende quando é chamado pelo nome. O menor fica agitado com barulhos altos, não demonstra interesse em brincar com outras crianças, evita o contato visual e apresenta comportamentos repetitivos como alinhar brinquedos em filas. Relata Testes de Triagem Neonatal sem alterações. Quanto à epidemiologia da principal suspeita diagnóstica desse quadro clínico, é correto afirmar que:
TEA → Prevalência 4:1 (♂:♀) + Déficit social + Comportamentos repetitivos/estereotipados.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento com maior prevalência no sexo masculino (4:1), caracterizado por prejuízos na interação social e padrões restritos de interesse.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem. A prevalência global tem aumentado, em parte devido à maior conscientização e mudanças nos critérios diagnósticos. Na prática clínica, o reconhecimento precoce é crucial, pois intervenções terapêuticas intensivas e precoces (como a terapia ABA) estão associadas a melhores prognósticos funcionais a longo prazo.\n\nEpidemiologicamente, além da predominância masculina, observa-se que o TEA não tem fronteiras raciais ou socioeconômicas. O pediatra deve estar atento aos marcos do desenvolvimento em todas as consultas de puericultura, utilizando ferramentas validadas para triagem sempre que houver suspeita ou como protocolo de rotina, garantindo que a criança seja encaminhada para avaliação especializada multidisciplinar o mais rápido possível.
Estudos epidemiológicos consistentes, incluindo dados do CDC, indicam que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é significativamente mais comum em meninos do que em meninas, com uma proporção aproximada de 4 para 1. Essa disparidade levanta discussões sobre subdiagnóstico em meninas, que podem apresentar fenótipos mais sutis ou 'camuflagem social', mas a estatística clássica de 4:1 permanece o padrão ouro para provas de residência.
Os principais sinais incluem a ausência de contato visual sustentado, não responder quando chamado pelo nome (após os 9-12 meses), ausência de sorriso social, atraso na fala ou ausência de gestos comunicativos (apontar). Comportamentos repetitivos, como alinhar objetos ou movimentos estereotipados (flapping), e hipersensibilidade a estímulos sensoriais (como barulhos altos) também são marcadores clínicos fundamentais.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a aplicação de instrumentos de triagem, como o M-CHAT-R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers), em todas as crianças entre 18 e 24 meses de idade. O diagnóstico definitivo é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que exige déficits persistentes na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
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