UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Pré-escolar com 2 anos e 6 meses, fala cerca de 10 palavras, não forma frases. Não sabe as cores e não saiu das fraldas. Corre e sobe degraus apoiado. Não brinca de faz-deconta. Socialização ruim percebida tanto em casa como na creche, e percebe que a socialização está piorando com a idade. Não responde quando é chamado pelo nome. Qual hipótese mais provável?
Atraso na fala, socialização ruim e ausência de faz-de-conta em pré-escolar → suspeitar de Transtorno do Espectro Autista.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) manifesta-se precocemente por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A ausência de brincadeira de faz-de-conta e a dificuldade em responder ao nome são sinais de alerta importantes.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado, sendo crucial o reconhecimento precoce para intervenção. A identificação de sinais de alerta em pré-escolares, como atraso na fala, dificuldade em responder ao nome, socialização ruim e ausência de brincadeira de faz-de-conta, é fundamental para o diagnóstico e manejo. A fisiopatologia do TEA envolve uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais, resultando em alterações na conectividade cerebral e no processamento de informações sociais. O diagnóstico é clínico, baseado na observação do comportamento e na história do desenvolvimento, utilizando critérios do DSM-5. A suspeita deve surgir quando há falha em atingir marcos de desenvolvimento social e comunicativo esperados para a idade, ou quando há regressão de habilidades previamente adquiridas. O tratamento do TEA é multidisciplinar e focado em intervenções comportamentais, educacionais e terapêuticas, como terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), fonoaudiologia e terapia ocupacional. Não há cura, mas a intervenção precoce melhora significativamente o prognóstico e a qualidade de vida. É importante orientar a família e oferecer suporte contínuo, visando o desenvolvimento máximo do potencial da criança.
Os principais sinais incluem atraso na fala e linguagem, dificuldade na interação social e comunicação não verbal, ausência de brincadeira de faz-de-conta, e padrões restritos ou repetitivos de comportamento.
A brincadeira de faz-de-conta é crucial para o desenvolvimento social e cognitivo, indicando capacidade de simbolização e interação. Sua ausência ou limitação é um forte sinal de alerta para TEA, pois reflete dificuldades na imaginação e interação social.
Enquanto o atraso global afeta múltiplas áreas do desenvolvimento de forma mais uniforme, o TEA se caracteriza por déficits específicos e persistentes na comunicação social e interação, além de padrões restritos e repetitivos, que podem ser desproporcionais a outros atrasos.
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