UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre o Transtorno do Espectro Autista, assinalar a alternativa CORRETA:
TEA = deficiências na comunicação social + comportamentos restritos e repetitivos.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dois domínios principais de sintomas: déficits persistentes na comunicação e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. O diagnóstico é clínico e baseado nesses critérios.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento complexo, caracterizado por uma ampla gama de apresentações clínicas, daí o termo "espectro". Sua compreensão é crucial para pediatras, neurologistas e psiquiatras, bem como para médicos generalistas, devido à crescente prevalência e à importância do diagnóstico precoce. O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) é a principal referência para seu diagnóstico. Os critérios diagnósticos do TEA, conforme o DSM-5, são divididos em dois domínios principais. O primeiro envolve déficits persistentes na comunicação social e interação social, manifestados por dificuldades na reciprocidade socioemocional, em comportamentos comunicativos não verbais e no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos. O segundo domínio abrange padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, que podem incluir movimentos motores estereotipados, adesão inflexível a rotinas, interesses altamente restritos e fixos, e hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais. O diagnóstico do TEA é clínico e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, idealmente antes dos 3 anos de idade, para permitir intervenções precoces que melhoram significativamente o prognóstico. É importante ressaltar que o TEA não é mais comum no sexo feminino e os sintomas geralmente são notados antes dos 8 anos, frequentemente na primeira infância. A intervenção precoce e individualizada é a chave para o desenvolvimento de habilidades e melhor qualidade de vida para indivíduos no espectro.
Os sinais de alerta incluem atraso na fala, dificuldade em manter contato visual, falta de resposta ao nome, ausência de gestos sociais, interesses restritos e comportamentos repetitivos, que geralmente surgem antes dos 3 anos.
O DSM-5 unificou as condições anteriores sob o termo "Transtorno do Espectro Autista", caracterizando-o por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
O TEA é significativamente mais comum no sexo masculino, com uma proporção de aproximadamente 4:1 em relação ao sexo feminino, embora as meninas possam apresentar sintomas de forma mais sutil.
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