FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Acerca do transtorno do espectro autista (TEA), é correto afirmar que:
Sinais de alerta precoce TEA = ↓ contato visual + ↓ resposta ao nome + atraso motor.
O diagnóstico de TEA é clínico, baseado em déficits na comunicação social e padrões repetitivos. Sinais motores e sensoriais são marcadores precoces frequentes.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência global estimada é de cerca de 1% a 2%, sendo significativamente mais comum no sexo masculino (proporção de aproximadamente 4:1). O reconhecimento precoce é fundamental, pois intervenções terapêuticas iniciadas precocemente aproveitam a plasticidade cerebral e melhoram o prognóstico funcional a longo prazo. Na prática clínica, o médico deve estar atento não apenas aos marcos de linguagem, mas também ao desenvolvimento motor e sensorial. Disfunções no processamento sensorial (hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos) são agora reconhecidas como parte dos critérios diagnósticos. O manejo envolve uma equipe multidisciplinar e o suporte contínuo à família, focando na autonomia e qualidade de vida da criança.
Os sinais precoces incluem anormalidades no controle motor, atraso no desenvolvimento motor global, sensibilidade diminuída a recompensas sociais (como o sorriso social), baixo contato visual sustentado e pouca ou nenhuma resposta quando a criança é chamada pelo próprio nome. Esses sinais refletem desvios nas trajetórias típicas de desenvolvimento social e motor que podem ser observados por examinadores atentos antes mesmo dos atrasos de linguagem se tornarem evidentes.
O M-CHAT-R/F (Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised with Follow-Up) é uma ferramenta de triagem validada para crianças entre 16 e 30 meses de idade, e não entre 6 e 12 meses. Ele deve ser aplicado rotineiramente nas consultas de puericultura (geralmente aos 18 e 24 meses). O questionário é respondido pelos pais e, dependendo da pontuação, pode exigir uma entrevista de seguimento para reduzir falsos positivos antes de encaminhar para avaliação especializada.
Não. O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é estritamente clínico, fundamentado nos critérios do DSM-5 ou CID-11. Exames como Ressonância Magnética de crânio, Eletroencefalograma ou testes genéticos não são obrigatórios para fechar o diagnóstico, sendo reservados para casos onde há suspeita de crises convulsivas, síndromes genéticas específicas, macrocefalia progressiva ou outros sinais neurológicos focais associados.
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