HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Menino de 24 meses é trazido para consulta de rotina pela mãe, preocupada com sua fala e comportamento. Ela refere que o filho usa um total de 10 palavras para se comunicar e que direciona a mão da mãe para pegar os objetos que deseja. Ele não aponta ou faz contato ocular. Tem crises de choro e rebeldia quando ocorre alguma mudança em sua rotina ou ouve sons altos. Ele se fascina por luzes e não interage bem com outras crianças. Sua avaliação auditiva e exame físico são normais. O desenvolvimento desse paciente:
Criança 24m com atraso de fala, comunicação não verbal alterada, estereotipias e dificuldade social → suspeita de TEA, encaminhar para intervenção precoce.
O menino de 24 meses apresenta múltiplos sinais de alerta para Transtorno do Espectro Autista (TEA), como atraso significativo na fala (10 palavras), uso da mão do cuidador para apontar, ausência de contato ocular, crises de choro com mudança de rotina/sons altos, fascínio por luzes e dificuldade de interação social. Diante desses achados, a conduta correta é o encaminhamento imediato para avaliação diagnóstica e intervenção precoce.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação social e interação social, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A prevalência do TEA tem aumentado, e o reconhecimento precoce dos sinais de alerta é crucial para otimizar o desenvolvimento da criança. Em crianças de 24 meses, sinais como atraso significativo na aquisição da fala (uso de poucas palavras, ausência de frases), dificuldade em iniciar ou responder a interações sociais (não aponta, não faz contato ocular), uso da mão do cuidador como ferramenta, interesses restritos (fascínio por luzes) e hipersensibilidade a estímulos (sons altos, mudanças de rotina) são fortes indicadores de TEA. Diante da suspeita, a conduta mais adequada é o encaminhamento imediato para uma avaliação diagnóstica especializada e, consequentemente, para um centro de intervenção precoce. A intervenção intensiva e multidisciplinar, iniciada nos primeiros anos de vida, é a estratégia mais eficaz para promover o desenvolvimento de habilidades e melhorar a qualidade de vida de crianças com TEA, sendo superior à abordagem de "esperar para ver" ou apenas orientações comportamentais. Exames de imagem do SNC geralmente não são indicados rotineiramente para o diagnóstico de TEA, a menos que haja outros sinais neurológicos.
Sinais de alerta incluem atraso na fala (menos de 50 palavras ou ausência de frases de 2 palavras), dificuldade em iniciar ou manter contato visual, ausência de gestos (apontar, acenar), falta de interesse em outras crianças, comportamentos repetitivos e sensibilidade a estímulos sensoriais.
A intervenção precoce, iniciada o mais cedo possível, pode melhorar significativamente o desenvolvimento da criança em áreas como comunicação, interação social e habilidades adaptativas, impactando positivamente o prognóstico a longo prazo.
A avaliação deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, neuropediatra, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, para um diagnóstico preciso e plano de intervenção abrangente.
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