UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Menino, 7 anos de idade, apresenta baixa estatura, dificuldade de aprendizagem e comportamento hiperativo. Mãe relata uso frequente de álcool durante toda a gestação. Exame físico: fendas palpebrais curtas, hipoplasia de face média, filtro nasolabial apagado e lábio superior fino. Considerando o diagnóstico de transtorno do espectro alcoólico fetal, qual é a alternativa correta?
Abstinência total de álcool na gestação é a única dose segura para prevenir o Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal.
O álcool é um teratógeno potente que atravessa facilmente a barreira placentária, atingindo o feto em concentrações semelhantes às maternas. Não há dose segura de álcool durante a gravidez, e a exposição pode causar uma série de anomalias físicas, neurocognitivas e comportamentais, conhecidas como Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF).
O Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) é um termo guarda-chuva que descreve uma série de condições que podem ocorrer em uma pessoa cuja mãe consumiu álcool durante a gravidez. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) é a forma mais grave do TEAF, caracterizada por dismorfias faciais específicas, retardo de crescimento pré e pós-natal e disfunção do sistema nervoso central. A prevalência do TEAF é significativa e representa um desafio de saúde pública global. A fisiopatologia do TEAF envolve a exposição do feto ao álcool, que é um teratógeno potente e neurotóxico. O álcool atravessa facilmente a barreira placentária, atingindo o feto em concentrações semelhantes às maternas e afetando diretamente o desenvolvimento de órgãos, especialmente o cérebro. As dismorfias faciais típicas incluem fendas palpebrais curtas, filtro nasolabial apagado e lábio superior fino. Além disso, podem ocorrer baixa estatura, microcefalia, malformações cardíacas e renais, e uma ampla gama de problemas neurocognitivos e comportamentais, como dificuldades de aprendizagem, déficit de atenção e hiperatividade. A prevenção do TEAF é inteiramente baseada na abstinência de álcool durante a gravidez. Não existe uma quantidade segura de álcool ou um período da gestação em que o consumo seja isento de riscos. A recomendação universal é a abstinência absoluta de álcool para mulheres que estão grávidas, planejando engravidar ou que são sexualmente ativas e não usam contracepção eficaz. O diagnóstico precoce e a intervenção multidisciplinar são cruciais para melhorar o prognóstico das crianças afetadas, embora os danos cerebrais sejam irreversíveis.
As dismorfias faciais clássicas do TEAF incluem fendas palpebrais curtas, hipoplasia de face média, filtro nasolabial apagado (liso) e lábio superior fino. Essas características são cruciais para o diagnóstico.
A recomendação é abstinência absoluta de álcool durante toda a gravidez. Não há quantidade segura de álcool definida, e qualquer exposição pode ter efeitos deletérios no desenvolvimento fetal.
Sim, o álcool é um neuroteratógeno potente que atravessa a barreira hematoencefálica fetal, causando danos diretos ao sistema nervoso central em desenvolvimento. Isso pode resultar em dificuldades de aprendizagem, problemas de memória, atenção e comportamento hiperativo.
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