IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Mulher de 19 anos de idade queixa-se de intensa irritabilidade, alterações abruptas de humor e fome incontrolável nos 7 dias que antecedem cada menstruação. Tem ciclos menstruais mensais e regulares. Usa diafragma para contracepção. Não tem antecedentes mórbidos, pessoais ou familiares, relevantes. Qual é o tratamento mais adequado para o caso?
Sintomas neuropsiquiátricos graves pré-menstruais (TDPM) → ISRS como tratamento de primeira linha.
A paciente apresenta sintomas clássicos de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), uma forma grave da síndrome pré-menstrual. Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) são o tratamento de primeira linha para o TDPM, pois atuam na disfunção serotoninérgica que se acredita estar envolvida na fisiopatologia.
O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição grave e debilitante que afeta uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se por sintomas neuropsiquiátricos e físicos intensos que ocorrem ciclicamente na fase lútea do ciclo menstrual e remitem com o início da menstruação, causando impacto substancial na qualidade de vida. A fisiopatologia do TDPM não é completamente compreendida, mas envolve uma sensibilidade anormal às flutuações hormonais ovarianas (estrogênio e progesterona) em mulheres geneticamente predispostas, resultando em disfunção de neurotransmissores, principalmente a serotonina. O diagnóstico é clínico, baseado em critérios bem definidos e na documentação prospectiva dos sintomas. O tratamento de primeira linha para o TDPM são os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), que podem ser administrados continuamente ou apenas na fase lútea. Outras opções incluem contraceptivos orais combinados, especialmente aqueles com progestagênios de nova geração, e, em casos refratários, agonistas do GnRH. Medidas de estilo de vida, como dieta e exercícios, também podem ser coadjuvantes.
O TDPM é diagnosticado pela presença de pelo menos 5 sintomas (incluindo pelo menos um sintoma afetivo central como labilidade do humor, irritabilidade, disforia ou ansiedade) que ocorrem na fase lútea da maioria dos ciclos menstruais, causam sofrimento significativo ou interferência funcional, e remitem na fase folicular.
Os ISRS aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que desempenha um papel crucial na regulação do humor, sono e apetite. Acredita-se que uma disfunção serotoninérgica esteja envolvida na fisiopatologia do TDPM.
Sim, outras opções incluem contraceptivos orais combinados (especialmente aqueles com drospirenona), agonistas do GnRH em casos refratários, e terapias não farmacológicas como exercícios físicos, manejo do estresse e suplementos (ex: cálcio, vitamina B6).
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