HCanMT - Hospital de Câncer de Mato Grosso — Prova 2015
Mulher de 30 anos apresentando todos os meses antes da menstruação quadro grave de alteração de humor, instabilidade afetiva, irritabilidade e cefaleia, com prejuízo na relação com o cônjuge e no desempenho no trabalho, tem como principal hipótese diagnóstica:
TDPM = sintomas graves de humor/físicos pré-menstruais + prejuízo funcional significativo.
O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) distingue-se da Síndrome Pré-Menstrual (SPM) pela gravidade dos sintomas afetivos e pela presença de prejuízo funcional clinicamente significativo, afetando a vida social, profissional ou acadêmica da mulher.
O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição psiquiátrica grave que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por sintomas de humor e físicos intensos que ocorrem ciclicamente na fase lútea do ciclo menstrual e remitem com o início da menstruação. Estima-se que afete 3-8% das mulheres, sendo uma forma mais grave da Síndrome Pré-Menstrual (SPM), com um impacto significativo na qualidade de vida, relacionamentos e desempenho profissional. A fisiopatologia do TDPM não é totalmente compreendida, mas envolve uma sensibilidade anormal às flutuações hormonais do ciclo menstrual, particularmente estrogênio e progesterona, que afetam neurotransmissores como a serotonina. O diagnóstico é clínico, exigindo que os sintomas sejam registrados prospectivamente por pelo menos dois ciclos, para confirmar o padrão cíclico e a gravidade que causa prejuízo funcional, conforme os critérios do DSM-5. O tratamento do TDPM pode incluir mudanças no estilo de vida, terapia cognitivo-comportamental e, frequentemente, farmacoterapia. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são a primeira linha de tratamento, podendo ser administrados continuamente ou apenas na fase lútea. Outras opções incluem contraceptivos orais combinados que suprimem a ovulação. O reconhecimento e tratamento adequados são cruciais para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Os sintomas do TDPM incluem labilidade afetiva acentuada, irritabilidade ou raiva, humor deprimido ou ansiedade, além de sintomas físicos como fadiga, alterações do sono, dor nas mamas e cefaleia, que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual e remitem com a menstruação.
A principal diferença reside na gravidade e no impacto funcional. Enquanto a SPM envolve sintomas mais leves que não interferem significativamente na vida diária, o TDPM apresenta sintomas afetivos e físicos mais intensos que causam sofrimento clinicamente significativo e prejuízo nas atividades sociais, profissionais ou acadêmicas.
O diagnóstico do TDPM é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que exigem a presença de pelo menos 5 sintomas específicos (incluindo pelo menos um de humor) na maioria dos ciclos menstruais, começando na semana anterior à menstruação e melhorando após o início, causando sofrimento ou prejuízo funcional.
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