HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Homem, 68 anos, procura a Unidade Básica de Saúde com relato de quadro recente de esquecimentos frequentes e perda súbita da concentração, principalmente durante a leitura. Relata que há 6 meses parou de trabalhar como taxista devido à dor lombar e se sente inútil e desesperançoso. Mora sozinho e passou a ficar mais recluso em casa, apresentando insónia, inapetência e falta de interesse nas atividades das quais sempre gostou de participar. Nega diagnóstico prévio de outras doenças crónicas. Em relação ao caso, a principal hipótese diagnóstica é __________________________________ .
Idoso com queixas cognitivas + anedonia, insônia, inapetência, desesperança → suspeitar de depressão.
Em idosos, a depressão pode se manifestar com sintomas cognitivos (pseudodemência) que podem mimetizar demência. A presença de anedonia, desesperança, insônia e inapetência, além de isolamento social, são marcadores importantes de um quadro depressivo.
O transtorno depressivo em idosos é uma condição comum e muitas vezes subdiagnosticada, com prevalência significativa na população geriátrica. É fundamental reconhecer suas manifestações atípicas, que podem incluir queixas cognitivas (pseudodemência), mascarando o quadro afetivo subjacente. A depressão geriátrica impacta severamente a qualidade de vida, funcionalidade e aumenta o risco de outras comorbidades e mortalidade. A fisiopatologia da depressão em idosos envolve uma complexa interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. O diagnóstico requer uma avaliação clínica abrangente, considerando a história pregressa, sintomas atuais (anedonia, desesperança, insônia, inapetência, isolamento) e exclusão de outras causas médicas. A diferenciação de demência é crucial, sendo a pseudodemência depressiva caracterizada por um início mais agudo e flutuante dos sintomas cognitivos, além da presença marcante de sintomas afetivos. O tratamento da depressão em idosos envolve abordagens farmacológicas (antidepressivos, com cautela devido a efeitos colaterais e interações medicamentosas) e não farmacológicas (psicoterapia, atividade física, suporte social). O prognóstico é favorável com tratamento adequado, mas o manejo exige acompanhamento contínuo e individualizado, visando a remissão dos sintomas e a melhora da funcionalidade e bem-estar do paciente.
Em idosos, a depressão pode se manifestar com sintomas como esquecimentos, perda de concentração, anedonia, isolamento social, insônia, inapetência e desesperança, além de queixas somáticas.
A depressão em idosos pode causar pseudodemência, com queixas cognitivas. A diferenciação se baseia na presença de sintomas afetivos e vegetativos proeminentes na depressão, como anedonia e desesperança, e um início mais agudo.
O diagnóstico precoce da depressão em idosos é crucial para evitar piora da qualidade de vida, isolamento social, aumento da morbidade e mortalidade, e para iniciar um tratamento adequado que pode reverter os sintomas.
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