Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 32 anos, professora, refere tristeza persistente há 2 meses, insônia terminal, perda de interesse por atividades, fadiga e sentimentos de inutilidade dentro e fora do ambiente de trabalho. Não apresenta sintomas psicóticos associados. Nega uso de drogas ilícitas, estimulantes ou outros vícios. Sem outras comorbidades e sem história familiar de doença psiquiátrica. O diagnóstico associado ao quadro clínico é:
Depressão Maior = Humor deprimido/Anhedonia + ≥ 4 sintomas por ≥ 2 semanas.
O Transtorno Depressivo Maior exige a presença de sintomas nucleares e somáticos por pelo menos 14 dias, causando prejuízo funcional significativo sem histórico de mania.
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma das principais causas de incapacidade funcional no mundo. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que exige cinco ou mais sintomas de uma lista de nove (incluindo obrigatoriamente humor deprimido ou anhedonia) durante o mesmo período de duas semanas. Os sintomas incluem alterações de peso/apetite, distúrbios do sono, agitação ou retardo psicomotor, fadiga, sentimentos de inutilidade/culpa, redução da concentração e ideação suicida. É fundamental excluir causas orgânicas (como hipotireoidismo), efeitos de substâncias ou outros transtornos psiquiátricos (como transtorno bipolar ou luto normal). O tratamento envolve uma combinação de farmacoterapia (ISRS como primeira linha), psicoterapia (TCC ou interpessoal) e modificações no estilo de vida. Em casos refratários ou graves, a eletroconvulsoterapia (ECT) permanece como uma opção altamente eficaz.
De acordo com o DSM-5, para o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior, o paciente deve apresentar pelo menos um dos dois sintomas 'nucleares': humor deprimido na maior parte do dia ou anhedonia (perda acentuada de interesse ou prazer em quase todas as atividades). Sem um desses dois, o diagnóstico não pode ser fechado mesmo com outros sintomas presentes.
A principal diferença reside na duração e na gravidade. O Transtorno Depressivo Maior exige sintomas por pelo menos 2 semanas. Já o Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) caracteriza-se por um curso crônico, onde o humor deprimido está presente na maior parte do dia, na maioria dos dias, por um período mínimo de 2 anos (1 ano em crianças/adolescentes).
A insônia terminal, ou despertar precoce, é caracterizada pelo paciente acordar muito antes do horário desejado (geralmente 2 horas ou mais antes) e não conseguir voltar a dormir. É um sintoma vegetativo clássico associado a quadros depressivos mais graves ou com características melancólicas.
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