UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
Sofia mulher, 39 anos, cabelereira, casada, G2A0P2, chega a Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Relata perceber, há cerca de 3 meses, dores pelo corpo com sensação de fadiga e falta de energia para realizar, tarefas habituais. Percebeu aumento de irritabilidade, Insônia de manutenção e aumento da apetite com ganho ponderal de 6 kg, algo que a incomoda muito porque tem medo de engordar. Observa que esse quadro piorou nos últimos 20 dias e não tem conseguido realizar as atividades que antes gostava, como caminhar ou cozinhar, diz não ver mais graça. Não relaciona sua situação a nenhum fator ambiental. Informa episódio semelhante aos 30 anos mas, na época, não buscou ajuda. A hipótese diagnóstica mais provável e a conduta que deve ser sugerida são:
Transtorno Depressivo Maior: humor deprimido/anedonia + ≥4 outros sintomas depressivos por ≥2 semanas, com impacto funcional.
A paciente apresenta múltiplos sintomas de Transtorno Depressivo Maior (humor deprimido, anedonia, insônia, fadiga, ganho de peso, irritabilidade) por mais de 2 semanas, com impacto funcional e histórico de episódio prévio. A conduta padrão é a combinação de inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e psicoterapia.
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição psiquiátrica comum e debilitante, caracterizada por um humor deprimido persistente ou perda de interesse/prazer (anedonia), acompanhados por uma série de outros sintomas neurovegetativos e cognitivos. A prevalência ao longo da vida é significativa, afetando milhões de pessoas globalmente, e é uma das principais causas de incapacidade. É crucial que estudantes e profissionais de medicina saibam reconhecer os critérios diagnósticos do DSM-5, que incluem a presença de pelo menos cinco sintomas por um período mínimo de duas semanas, causando sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida. A fisiopatologia do TDM é complexa e multifatorial, envolvendo desregulação de neurotransmissores (serotonina, noradrenalina, dopamina), fatores genéticos, neuroendócrinos e psicossociais. O diagnóstico é clínico, baseado na história detalhada do paciente e na exclusão de outras condições médicas ou substâncias que possam mimetizar os sintomas. O tratamento do TDM é multimodal e geralmente envolve farmacoterapia, com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) sendo a primeira escolha devido ao seu perfil de eficácia e segurança. Além disso, a psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia interpessoal, desempenha um papel fundamental no manejo a longo prazo, ajudando os pacientes a desenvolver estratégias de enfrentamento e a melhorar o funcionamento. O prognóstico varia, mas a combinação de tratamentos e o acompanhamento contínuo melhoram significativamente os resultados. É importante estar atento a sinais de alerta como ideação suicida e encaminhar para avaliação especializada quando necessário.
Os critérios essenciais incluem a presença de humor deprimido ou anedonia (perda de interesse/prazer) por pelo menos duas semanas, acompanhados de pelo menos quatro outros sintomas como alterações no apetite ou sono, fadiga, sentimentos de inutilidade ou culpa, dificuldade de concentração e pensamentos de morte.
A primeira linha de tratamento para o TDM geralmente envolve uma combinação de farmacoterapia, com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) sendo os mais comuns, e psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC).
O TDM é caracterizado por episódios distintos de sintomas mais graves, enquanto a distimia envolve sintomas depressivos mais leves, mas crônicos, presentes na maior parte do tempo por pelo menos dois anos, sem remissão por mais de dois meses.
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