FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente, 40 anos, apresenta sintomas de tristeza profunda, perda de interesse nas atividades diárias, alteração no apetite e no sono, falta de energia e desejo de morrer. Esses sintomas estão presentes há pelo menos duas semanas e causam significativo prejuízo em sua vida pessoal e profissional. Foram descartadas condições clínicas de diagnósticos diferenciais (tóxicas, infecciosas, metabólicas, estruturais), segundo anamnese pormenorizada, exame clínico completo e propedêutica laboratorial direcionada. Com base nesse caso clínico, qual o diagnóstico mais provável?
Humor deprimido/anedonia + ≥4 sintomas neurovegetativos por ≥2 semanas = Transtorno Depressivo Maior.
O quadro clínico descrito, com tristeza profunda, perda de interesse (anedonia), alterações neurovegetativas (apetite e sono), falta de energia e ideação suicida, persistindo por mais de duas semanas e causando prejuízo funcional significativo, após exclusão de outras condições médicas, é classicamente compatível com o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior, conforme os critérios diagnósticos.
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição psiquiátrica grave e comum, caracterizada por um período de pelo menos duas semanas de humor deprimido ou perda de interesse/prazer (anedonia), acompanhado por pelo menos quatro outros sintomas específicos. É uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, com alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida e funcionalidade dos indivíduos. A fisiopatologia é complexa e multifatorial, envolvendo desregulação de neurotransmissores (serotonina, noradrenalina, dopamina), fatores genéticos, psicossociais e neurobiológicos. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou CID-10. É fundamental que os sintomas causem sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida. O tratamento do TDM geralmente envolve uma combinação de psicoterapia (como Terapia Cognitivo-Comportamental) e farmacoterapia (antidepressivos, como ISRS). A abordagem deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, comorbidades e resposta prévia. O prognóstico é variável, mas com tratamento adequado, muitos pacientes experimentam remissão completa ou significativa melhora dos sintomas, embora recidivas sejam comuns.
Para o diagnóstico, é necessário apresentar humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, ou perda de interesse/prazer (anedonia) na maioria das atividades, por pelo menos duas semanas.
Outros sintomas incluem alterações significativas no apetite ou peso, insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psicomotor, fadiga ou perda de energia, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, dificuldade de concentração e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida.
É crucial descartar condições médicas (como hipotireoidismo, deficiências vitamínicas), uso de substâncias, ou outros transtornos psiquiátricos (como transtorno bipolar, transtorno de adaptação) que possam mimetizar ou causar sintomas depressivos, para garantir um diagnóstico e tratamento adequados.
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