PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Um homem de 66 anos é trazido pela família ao seu consultório. Há aproximadamente nove meses ele acredita que os moradores de sua vizinhança estão conspirando contra ele. Anteriormente eram bons amigos e pelos relatos nada havia para temê-los. O exame do estado mental é normal, com exceção desta crença em relação aos vizinhos, mantêm as atividades de casa e do trabalho normalmente. Com base nessas informações, o diagnóstico provável é:
Delírio isolado, não bizarro, com funcionamento preservado → Transtorno Delirante.
O Transtorno Delirante se caracteriza por delírios não bizarros, com duração mínima de um mês, sem outros sintomas psicóticos proeminentes e com funcionamento social e ocupacional geralmente preservado, exceto pelo impacto direto do delírio.
O Transtorno Delirante é uma condição psiquiátrica caracterizada pela presença de delírios persistentes e não bizarros, que duram pelo menos um mês. Embora menos comum que a esquizofrenia, é crucial para o residente reconhecer seus critérios diagnósticos, especialmente em pacientes idosos, onde pode ser subdiagnosticado ou confundido com outras condições neuropsiquiátricas. A preservação do funcionamento global, exceto nas áreas diretamente afetadas pelo delírio, é uma característica distintiva. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve disfunções em circuitos cerebrais relacionados à percepção e interpretação da realidade. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame do estado mental, excluindo outras causas orgânicas ou psiquiátricas. A suspeita deve surgir quando há uma crença fixa e inabalável, não compartilhada por outros, que não é bizarra e não é explicada por outras condições. O tratamento envolve principalmente antipsicóticos, com foco nos de segunda geração, e psicoterapia de suporte. O prognóstico varia, mas muitos pacientes podem ter uma melhora significativa com o tratamento adequado, embora a remissão completa dos delírios seja desafiadora. É fundamental o manejo da comorbidade e o suporte familiar para otimizar os resultados.
O Transtorno Delirante é caracterizado pela presença de um ou mais delírios não bizarros por pelo menos um mês, sem outros sintomas psicóticos proeminentes e com funcionamento social e ocupacional preservado, exceto pelo impacto direto do delírio.
A principal diferença reside na presença de delírios não bizarros e ausência de outros sintomas psicóticos (alucinações proeminentes, desorganização do pensamento/comportamento) no Transtorno Delirante, além de um funcionamento social e ocupacional geralmente mais preservado.
Os tipos mais comuns incluem delírio persecutório (como no caso), ciumento, erotomaníaco, grandioso e somático. O conteúdo do delírio é geralmente plausível e não bizarro.
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